A JBS S.A. confirmou que irá trabalhar para que toda a sua cadeia de fornecimento de suínos seja adaptada ao sistema de gestação coletiva até 2025, abandonando totalmente o uso de celas de gestação, segundo informação em seu website confirmada pela empresa na segunda-feira (16).
A companhia informou na área sobre bem-estar animal de seu website que irá investir “na adequação de todas as suas granjas próprias até 2016, e apoiar seus fornecedores integrados, de forma que toda sua cadeia esteja adaptada ao sistema de gestação coletiva até 2025”.
A assessoria de imprensa da companhia confirmou que a meta é válida para todas as operações globais do grupo JBS.
A JBS, dona da Seara e segunda maior produtora de carne suína do Brasil, já havia informado em junho, no seu Relatório de Sustentabilidade 2014, que planejava adequar suas instalações próprias de produção de suínos para o sistema de gestação coletiva até 2016. Na ocasião, a empresa não informou um prazo para adequação de toda a sua cadeia de fornecimento.
A Cargill, cujas operações de suínos nos Estados Unidos foram assumidas pela grupo JBS neste mês, já adotava o sistema de gestação coletiva mesmo antes da aquisição, segundo informações da Humane Society International (HSI), organização não governamental (ONG) global de proteção animal, divulgadas em junho.
A JBS informou ainda que o corte de dentes já não é empregado em granjas produtoras de leitões das operações no Brasil. Além disso, a empresa não utiliza mais a castração cirúrgica, tendo sido substituída pelo procedimento imunológico.
A BRF, maior produtora de carne suína do Brasil, anunciou em novembro do ano passado que irá eliminar gradualmente a utilização de celas de gestação em 12 anos.
O sistema de celas de gestação para porcas ainda é o mais usado no Brasil, com fêmeas mantidas isoladas, privadas de interagir com o grupo, andar ou explorar o ambiente.
A União Europeia, o Canadá e nove estados dos EUA já proibiram o uso de celas de gestação, que também será abandonado na Nova Zelândia até o fim deste ano, e na Austrália, até 2017.
 
Fonte: Carnetec