A Itaú Corretora iniciou a cobertura dos papéis da JBS (JBSS3) com recomendação de outperform (desempenho acima da média de mercado) e preço-alvo estimado em 9 reais, um potencial de valorização de 23,9% sobre o fechamento da última sexta-feira (11/5).

Em relatório enviado para clientes, o analista Alexandre Ruiz Miguel destacou entre as principais vantagens competitivas da empresa a escala de produção e liderança no mercado de proteínas, que favorece uma estrutura de custos competitiva, e o modelo diversificado de negócios, que reduz os efeitos cíclicos do setor e de possíveis doenças de cada espécie de animal.

Segundo ele, o cenário que favorece o desempenho da JBS inclui perspectivas de fortes resultados na operação brasileira de bovinos e norte-americana de frangos, que deve resultar em um crescimento anual de geração operacional de caixa.

Além disso, o analista destaca que novas aquisições pela companhia no Brasil podem aumentar o valor de mercado da empresa em até 5%. A JBS, na visão do analista, também se beneficia da desvalorização do real ao melhorar os resultados nas áreas internacionais e exportações.

Se a companhia não souber aproveitar, contudo, uma de suas vantagens pode se tornar um risco. Ao mesmo tempo em que aquisições no Brasil podem elevar o valor da companhia, o analista aponta que compras a preços muito altos é um dos riscos a que a JBS está sujeita.

Além disso, como outros riscos potenciais, ele destaca doenças nos animais criados, riscos de alavancagem, falta de disciplina no negócio e piora nas condições financeiras da Europa, que podem restringir o crédito.

Queda no curto prazo

Embora tenha boas perspectivas futuras para a JBS, o analista da corretora Itaú destaca que o cenário no curto prazo não é o mais favorável. No relatório, ele afirma que os resultados do primeiro trimestre, que devem ser divulgados nesta terça-feira (15/5), podem trazer margens menores na divisão de carne bovina dos Estados unidos e ofuscar os bons resultados que devem vir com a atividade de frango naquele país.

"Nesse cenário, um potencial movimento de venda das ações da companhia é esperado e essa é vista como uma boa oportunidade de compra", destaca.

O analista estima que as operações da JBS nos EUA devam se recuperar no segundo trimestre, e que o volume de exportações no Brasil deve se fortalecer a partir de maio.

Fonte: Exame. Por Lilian Sobral. 14 de maio de 2012./Scot Consultoria