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As importações de produtos avícolas do Chile pelo Brasil estão suspensas por causa da constatação da doença influenza aviária no país andino. Este bloqueio ocorre de forma automática, sem a necessidade de um comunicado oficial, em virtude do tipo de acordo sanitário que há entre as duas nações.
Segundo a auditora fiscal federal agropecuária da Coordenação de Trânsito e Quarentena Animal (CTQA) do Ministério da Agricultura brasileiro, Judi Maria da Nóbrega, o Brasil tem dois protocolos sanitários relacionados às aves com o Chile, um para exportação de carne resfriada ou congelada e outro para aves que participam de campeonatos. “Em ambos os casos o requisito para influenza é “país livre”, portanto, é autolimitante para o Chile emitir a certificação, sendo desnecessário notificação neste sentido. Ou seja, a autoridade sanitária do Chile não emitirá o certificado, pois não pode certificar em falso”, escreveu Judi em resposta ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.
“Adicionalmente notificamos todos os nossos pontos de fronteira (Vigiagro) do impedimento, para que fortaleçam a fiscalização com foco em eventuais vindas destas mercadorias do Chile”, acrescentou.
A cepa da doença identificada no Chile é de baixa patogenicidade, o que significa que causa uma enfermidade branda, com pequena ou nenhuma mortalidade das aves. O caso, identificado na semana passada, ocorreu em uma granja de perus da empresa Agrosuper, na área rural de Quilpué, região de Valparaíso (na costa central do Chile).
O Serviço de Agricultura e Pecuária (SAG) chileno determinou o abate das aves e o isolamento da área afetada, a fim de evitar a propagação da doença em outros estabelecimentos e manter o status sanitário. A situação foi relatada à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Em nota à Superintendência de Valores e Seguros (SVS) – a Comissão de Valores Mobiliários chilena – a empresa afirmou que foram sacrificados 350 mil animais, o que representa 3,88% do total da produção anual da companhia. A empresa estima prejuízo de US$ 6,5 milhões.
Ainda de acordo com Judi, os próximos passos para o Chile é concluir os trabalhos e encerrar o foco, notificando a OIE sobre a retomada de seu status sanitário. “O que normalizará o fluxo comercial”, afirmou a fiscal.
A incidência da enfermidade no Chile colocou a América do Sul em alerta. Para evitar o risco de contaminação de seus plantéis, outras nações também bloquearam as importações. Países sul-americanos também adotaram medidas para se prevenir contra o ingresso da doença em seus territórios, altamente contagiosa e que pode trazer sérios prejuízos para as indústrias locais.
Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o único grande produtor e exportador mundial de carne de frango que nunca registrou foco da enfermidade.
 
Fonte: Dinheiro Rural – Estadão Conteúdo