A indústria brasileira de reciclagem animal produziu 5,3 milhões de toneladas de farinhas e gorduras animais em 2014. Para tanto, foram processadas aproximadamente 12,4 milhões de toneladas de coprodutos animais, como penas, vísceras, sangue e ossos de bovinos, suínos, aves e peixes. Além de servir de ingredientes para fábricas de diversos segmentos nacionais e internacionais   os produtos do setor ganham cada vez mais o mercado externo. As exportações dobraram entre 2010 e 2014. Esses dados estão presentes no II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal lançado nesta quinta-feira, 10 de dezembro, em Brasília-DF, pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA).
O principal destino das farinhas e gorduras de origem animal produzidas no Brasil é a fabricação de rações para animais, como suínos, aves e peixes, responsável por 59,5% de todo o mercado consumidor. Na sequência aparecem: biodiesel, pet food, higiene e limpeza, cosméticos, fertilizantes, vernizes, lubrificantes, entre outros.
As informações apresentadas pela ABRA mostram a importância do setor de reciclagem animal para toda a cadeia produtiva de carnes no Brasil. A ausência do processo de reciclagem das partes não comestíveis de animais levaria a uma perda da sustentabilidade do país.
Para o presidente da entidade, Clênio Antônio Gonçalves, o setor de reciclagem de resíduos animais obteve importantes vitórias nos últimos anos, como sua identificação no ciclo econômico do agronegócio e o crescimento da produção. “É importante frisar a grande contribuição do setor para o saneamento do meio ambiente, uma vez que transforma os coprodutos de origem animal, que são poluentes em potencial, em produtos que são reabsorvidos pela cadeia produtiva. A conscientização do poder público sobre a importância da reciclagem dos coprodutos de origem animal é de vital importância para a manutenção da cadeia da carne e é necessária a adoção de políticas públicas específicas para o setor e seus segmentos”, destacou.
 
Exportações
Entre 2010 e 2014, o setor de reciclagem animal mais que dobrou o volume  das exportações. O total exportado passou de 46 mil toneladas para 114 mil toneladas atualmente. O crescimento médio anual foi de 25,4%, o que mostra o potencial desses produtos, principalmente das farinhas de carne e ossos, responsáveis por 86% das vendas externas brasileiras. A balança comercial do setor também foi positiva. O superávit é de quase 66 mil toneladas.
O principal país comprador dos produtos da reciclagem animal brasileira é o Vietnã, que importou 26,53% de todo o volume exportado. Outros importantes parceiros comerciais são Bangladesh e Chile.
 
Economia do setor 
O setor de reciclagem animal gera cerca de 40 mil empregos formais no Brasil. Entre 2010 e 2014, o PIB (Produto Interno Bruto) da Indústria de Farinhas e Gorduras de Origem Animal evoluiu positivamente, com crescimento médio anual de 8,1%, e atingiu R$ 7,9 bilhões em 2014.
As indústrias de reciclagem animal geraram R$ 1,59 bilhão em impostos diretos, número equivalente a 20% do PIB do setor – um aumento de 39% na arrecadação em relação a 2010.
 
Acesse o conteúdo completo do II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal.
 
 
Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA