A discussão do aumento da mistura de biodiesel no diesel em 2014 ganhou força dentro do governo, enquanto a indústria do setor diz ser capaz de atender tranquilamente uma eventual nova demanda, tanto do ponto de vista da oferta de matéria-prima quanto da capacidade industrial instalada.
 
O aumento da mistura, que sairia dos atuais 5 por cento de biodiesel no diesel (B5) para 7 por cento (B7) no próximo ano, ainda reduziria a necessidade de importações do combustível pela Petrobras, cujos resultados vêm sendo afetados por compras do combustível no exterior a valores mais altos que os de venda no mercado interno.
 
Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o aumento da mistura está sendo avaliado pelo Palácio do Planalto, sem dar detalhes.
 
"A nossa perspectiva é que já em janeiro poderia ter um aumento de mistura, as condições são atendidas tanto do ponto de vista de matéria-prima quanto de capacidade industrial", afirmou o assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Leonardo Zilio.
 
A estimativa de consumo de biodiesel no Brasil este ano, com o B5, é de 3 bilhões de litros. Com o B7, poderia chegar a 4,2 bilhões de litros em 2014, já considerando a maior demanda pelo biocombustível e um crescimento do consumo de diesel, segundo entidades ligadas à indústria.
 
A atual capacidade de produção do país é de 7 bilhões de litros de biodiesel, de acordo com a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), com base nas 78 usinas registradas na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
 
Com relação à matéria-prima, a soja responde por 75 por cento do total de biodiesel produzido no país.
 
Fonte: Exame.com.br