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O índice de preços da divisão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ficou em 155,8 pontos em maio, o que representa uma queda de 7% na comparação com o mesmo período do ano passado, mas um avanço de 2,1% em relação a abril. Depois de quase um ano em queda, este é o quarto mês seguido de alta do indicador.
De acordo com comunicado da FAO, os açúcares foram os maiores responsáveis pela elevação do indicador, seguidos pelos cereais, carnes e lácteos. Os azeites vegetais caíram pela primeira vez em quatro meses.
O índice específico para açúcares ficou em 240,2 pontos em maio, com avanço de 11,7% sobre abril e 27% ante maio do ano passado. A motivação vem da queda na produção da Índia e China. “Mas informações mais recentes mostram que a colheita no Brasil (maior produtor mundial) será a segunda mais abundante já registrada, o que evitou ainda mais a elevação dos preços dos açúcares”.
O indicador de cereais subiu 1,6% em maio ante abril e caiu 5,28% ante maio de 2015, para 152,3 pontos. O milho foi o que mais teve alta dentro do sub-índice.
As carnes registraram 151,8 pontos, com alta de 2% sobre abril e queda de 12% na comparação com o mesmo mês de 2015. “Subiram os preços de todas as categorias de carne, em particular de suínos e ovinos”, diz a FAO.
Os lácteos registraram 128 pontos em maio, com 0,4% mais que abril, mas 23,6% abaixo do notificado em maio de 2015.
Por fim, na contramão dos demais sub-índices da FAO, os azeites vegetais caíram 1,8% em maio sobre abril, para 163,3 pontos. “A queda ocorreu principalmente devido ao óleo de palma após três meses de fortalecimento. A demanda pelo produto foi menor que o previsto pela China, Índia e União Europeia”. Apesar disso, o indicador teve um aumento de 6% na comparação com maio de 2015.
 
Fonte: Valor Econômico