De modo geral, a pecuária, em 2014, registrou melhor desempenho do que em 2013, mesmo diante dos cenários nacional e internacional mais restritivos. É o que mostra a pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os preços da carne bovina no mercado interno alcançaram níveis elevados, como resultado, em parte, da seca iniciada em 2013, que afetou pastagens, diminuindo a oferta de animais para reposição e abate, e elevando os custos de produção. Como consequência, houve retração no abate de bovinos em 2014, conforme mostrou a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, realizada pelo IBGE. Em compensação, foram registrados aumentos no abate de suínos e de frangos, substitutos da carne bovina, alcançando marcas recordes em suas séries históricas, iniciadas em 1997.
Efetivos e produtos da pecuária Bovinos
O efetivo de bovinos foi de 212,34 milhões de cabeças em 2014, representando um aumento de 0,3% em relação ao registrado em 2013.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture – USDA), o Brasil deteve o segundo maior rebanho de bovinos do mundo em 2014, atrás somente da Índia.
O Centro-Oeste apresentou o maior número de bovinos entre as Grandes Regiões, com 33,5% da participação nacional.
No comparativo entre 2014 e 2013, observou-se crescimento do efetivo de bo- vinos nas Regiões Norte (2,5%), Nordeste (1,4%) e Centro-Oeste (0,2%), e reduções nas Regiões Sudeste (-2,1%) e Sul (-0,8%). Em termos absolutos, destacou-se o Norte do País, com aumentos nos Estados do Pará, Rondônia e Acre.
No Nordeste, o incremento mais significativo ocorreu no Estado do Maranhão, com variações positivas também nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
No Centro-Oeste, o acréscimo mais expressivo foi registrado no Estado de Mato Grosso, principalmente nos Municípios de Porto Esperidião, Cáceres e Vila Bela da SantíssimaTrindade. Os demais estados que compõem a Região Centro-Oeste apresentaram redução em seus efetivos.
No Sudeste, a queda foi influenciada especialmente pelo Estado de Minas Gerais e, em menor grau, pelo Estado de São Paulo. No Sul, somente o Estado de Santa Catarina apresentou aumento no efetivo de bovinos, enquanto os Estados do Paraná e Rio Grande do Sul apresentaram redução em seus plantéis de forma significativa. No Estado do Paraná, dentre os 15 municípios com os maiores efetivos, 13 registra- ram queda no rebanho. No Estado do Rio Grande do Sul, a queda foi dispersa entre seus municípios.
Os Estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará detiveram os maiores efetivos de bovinos em 2014, representando, juntos, 54,0% do total nacional.
Em nível municipal, os maiores rebanhos estavam localizados em São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Ribas do Rio Preto (MS). Dentre os 20 municípios com os maiores contingentes, 11 localizam-se no Centro-Oeste, seis no Norte e apenas dois no Sul.
Bubalinos
O efetivo de bubalinos foi de 1,32 milhão de cabeças em 2014, sendo 1,0% menor que o registrado em 2013. Este efetivo é concentrado na Região Norte (66,5%), com os maiores rebanhos encontrados nos Estados do Pará (37,4%) e Amapá (21,7%). A Região Sudeste figura na sequência, com 11,3% do total localizado, principalmente, nos Estados de São Paulo (6,2%) e Minas Gerais (4,3%). O Nordeste é a região com o terceiro maior rebanho (9,1%), sendo seu principal representante o Estado do Mara- nhão (6,1%). O Sul participou com 8,1%, sendo o efetivo localizado, principalmente, no Estado do Rio Grande do Sul (5,1%). O Centro-Oeste ficou com os demais 5,0%, com maior participação no Estado de Goiás (2,5%).
No comparativo com 2013, todas as Grandes Regiões apresentaram redução do número absoluto de bubalinos.
Os Municípios de Chaves (PA), Soure (PA) e Cutias (AP) registraram os maiores efetivos de bubalinos no Brasil, conservando as mesmas posições ocupadas em 2013.
 
Fonte: IBGE/BeefPoint