A greve dos fiscais agropecuários federais chega ao segundo dia de paralisação em todo o país. No Sul do Brasil, onde 94% dos funcionários estão parados, já há registro de transtornos na entrada e saída de produtos nas fronteiras.
 
Em Uruguaiana, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, 40 carretas estão paradas no Porto Seco. São 97 toneladas de origem animal e 348 toneladas de origem vegetal já estocadas. Nos outros pontos de fronteira do Estado gaúcho também há mercadorias paradas. Segundo último balanço, já são mais de 1,5 mil toneladas de produtos entre frutas e grãos parados na fiscalização.
 
No Espírito Santo, a greve afeta as exportações de mamão. De acordo com a entidade que representa os produtores brasileiros, a paralisação dos embarques deixa de movimentar, semanalmente, cerca de US$ 150 mil no Estado. A inspeção das frutas comercializadas para o mercado norte-americano é realizada pelos fiscais, e é requisito para a exportação.
 
A categoria reivindica a reestruturação da carreira e o reforço do efetivo por meio de concurso público de pelo menos 1,5 mil novos profissionais. Hoje, por meio de nota, o Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários disse que o interesse sindical é realizar um movimento de reivindicação legal e com responsabilidade. Disse ainda que está descartada a possibilidade de desabastecimento de produtos à população brasileira, bem como a sanidade agropecuária ou prejuízo ao status sanitário e fitossanitário nacional.
 
Fonte: Rural BR