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O segmento de reciclagem animal, responsável por transformar subprodutos da pecuária em farinhas e óleos graxos, movimenta US$ 6 bilhões ao ano na América Latina, segundo estimativa do vice-presidente da recém-criada Associação Latino-Americana de Plantas de Rendimento (ALAPR), Alexandre Ferreira. A entidade, formada nesta semana, reúne seis países e indica que o ramo das graxarias – tradicionalmente desarticulado – está se organizando no Brasil e na região.

Empresas como a paranaense A&R; Nutrição Animal, que tem cinco plantas industriais e produz, a partir de ossos, sangue e sebo, 12 mil toneladas de farinhas e gorduras por mês, estão se internacionalizando. A companhia exporta para treze países e mantém constante prospecção de novos mercados. Pretende crescer 10% por ano na próxima meia década e conquistar a China.

"A associação [ALAPR] é muito importante porque vai espalhar conceitos e informações, além de falar com os governos, entre todos os mercados [da América Latina]", disse o diretor-presidente da A&R;, Rodrigo Sória. "O Brasil é o segundo mercado de reciclagem animal no mundo. É uma tendência que o setor caminhe em direção à formalização", comentou Ferreira.

O representante e o empresário estiveram presentes na 7ª Feira Internacional das Graxarias (Fenagra), que terminou ontem, em São Paulo. O organizador do evento, Daniel Geraldes, esperava que evento repetisse, "aproximadamente", os números da edição anterior: 60 expositores, dois mil visitantes e R$ 40 milhões em negócios – no que diz respeito à reciclagem animal. "O diferencial, neste ano, foi a participação internacional", observou Geraldes. Empresários de 22 países passaram pela feira, e foi no primeiro dia de realização que se lançou a ALAPR.

Representantes de uma companhia da Costa Rica que foram à Fenagra para prestigiar a oficialização da associação aproveitaram a viagem para fechar negócio com a A&R; – que, após lançar nÁfrica e nÁsia, agora terá produtos vendidos n América Central. A princípio, encomendaram dois contêineres (40 toneladas), mas o volume deve chegar a 600 toneladas mensais a médio prazo, de acordo com Sória.

"A expectativa de entrar para a América Central era grande, esse mercado está em desenvolvimento. Como toda a América Latina, que é um mercado inicial, mas que está acontecendo", analisou o executivo, que já havia conhecido os costa-riquenhos em uma visita àquele país. "O mercado de graxarias está começando a mostrar sua importância à sociedade", pontuou.
Fonte: Cenário MT