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Como nova iniciativa para diminuir o desmatamento e a degradação ambiental, o governo vai destinar R$ 63,7 milhões para a Embrapa desenvolver projetos de sustentabilidade para a Amazônia. Para isso, será criado o Fundo Amazônia, que será gerido pelo BNDES. De acordo com as regras do acordo, firmado entre Ministério da Agricultura, Meio Ambiente, BNDES, Embrapa e Fundação Eliseu Alves. Em uma primeira etapa, o fundo disponibilizará R$ 33,7 milhões, que deverão ser consumidos em até 30 meses. Após, outros R$ 30 milhões serão injetados nos projetos. 
Maurício Lopes, presidente da Embrapa, os projetos ajudarão a fortalecer o desenvolvimento social na região. "O fundo nos ajudará a encontrar soluções sobre a informação que temos da Amazônia, que nos trará avanços na redução da pobreza e na inclusão produtiva", diz.
 Os projetos têm por objetivo o desenvolvimento de tecnologias para o monitoramento do desmatamento, para a restauração e o manejo florestal e para o desenvolvimento da aquicultura e pesca. "O fundo é um apoio não desprezível na busca de tecnologias sustentáveis", diz Luciano Coutinho, presidente do BNDES. 
 
DINHEIRO NORUEGUÊS
Todo o dinheiro vem do fundo Amazônia, que tem origem nas doações feitas pelo governo da Noruega. No último balanço disponível do fundo, de 2014, havia R$ 1,7 bi em caixa. "O governo norueguês acreditou em uma ideia, de apoiar ao Brasil pelo fim do desmatamento. Os recursos só estão vindo porque o Brasil está lutando para reduzir o desmatamento. Acredito que, antes de 2020, acaba isso no país", afirma Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente. Para Katia Abreu, ministra da Agricultura, esses recursos estão ajudando a mudar o jogo do desmatamento. "Ninguém nos estimulava a enfrentar o desmatamento. Esse gesto foi fundamental para a preservação da Amazônia", diz.
 
Fonte: Jornal O Valor