A suinocultura goiana ampliou em mais de 27 mil animais a quantidade de abates no primeiro trimestre do ano. No período, foram 496.954 mil animais registrando alta de 5,8%. A alta garantiu a manutenção da sexta posição no ranking nacional. Também houve alta (11,8%) na produção de ovos de galinha. Foram produzidas 36.4 milhões de dúzias de ovos nas granjas goianas entre fevereiro e março. Pequenas quedas foram observadas no abate de gado e de frango e na produção de couro e de leite.
As informações são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Na suinocultura houve ligeiro ganho de peso por animal. Foram produzidas 56.766 mil toneladas de carne, alta de 6,7%, superando, portanto, o ganho em quantidade de animal abatido. No Centro-Oeste, Goiás fica atrás apenas do Mato Grosso que abateu 515 mil. Santa Catarina é o maior abatedor de suínos e respondeu sozinho por quase 2,3 milhões de animais no período pesquisado. Em todo o País foram abatidas 8.743 milhões de cabeças, alta de 6,8%, o que soma 830 mil toneladas.
 
A assessora técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Cristiane de Paula Rossi, diz que o crescimento no abate de suínos é resultado de elevação do consumo no mercado inter­no em função de preços estáveis e da abertura de mercado para outros países, co­mo a China e Rússia.
 
A produção nacional de ovos foi 8,2% superior ao ano passado e alcançou 671.176 milhões de dúzias. Goiás perdeu posição para o Mato Grosso. Este Estado produziu 40.372 milhões de dúzias ao incrementar a postura de ovos em 27% no trimestre.
 
Bovinos
 
Goiás abateu mais de 680 mil cabeças de gado entre janeiro e março. O resultado mostra ligeira queda, mas manteve o Estado na quarta posição no ranking nacional de abates. Além de Goiás, outros 16 Estados também reduziram os abates no trimestre, porém, o percentual de queda goiano, que da mesma forma que o paranaense, caiu em 0,4%, foi o menor registrado Entre os estados com taxas negativas.
 
Pernambuco foi o que apresentou maior redução no abate de gado (-261%). Entre os grandes produtores, o Paraná reduziu os abates em -5,3% e São Paulo, em 6,4%. O Mato Grosso continua na liderança, com 1.150 milhão de cabeças de bovinos abatidas. Foram abatidas 7.218 milhões de cabeças nas 27 unidades federativas.
 
Com relação ao peso das carcaças, houve queda de 1.1% em Goiás, passando de 165.4 mil toneladas para 163.6 mil toneladas. A queda, segundo Rossi, pode ser sinal de redução de peso por animal.
 
A assessora técnica da Faeg ressalta a elevação no abate de fêmeas. "Houve alta de 80% no abate de fêmeas nesse período e redução de 22% no abate de machos de 22%. O percentual é preocupante, pois pode significar o aumento no abate de matrizes", explica ela.
 
O País elevou sua produção em peso em 2,4%, influenciado, principalmente por Rondônia, com ganho de peso das carcaças de 19,5% de um período para o outro e o Mato Grosso do Sul (13,1%).
 
Fonte: Meat World