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Foi enviado na tarde da terça-feira, 29, ao gabinete do Governador Geraldo Alckmin ofício do Sindicato da Indústria do Frio no Estado de São Paulo (Sindifrio) para uma audiência urgente. A preocupação é com cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos do setor, principalmente no interior paulista, que podem acabar. 
O SINDIFRIO representa os frigoríficos com plantas localizadas no Estado de São Paulo e pede a intervenção do governador para a prorrogação do Decreto nº 57.686/2011, o qual, mediante regime especial, permite que empresas que ainda discutem autuações do Fisco estadual, decorrentes da guerra fiscal, possam utilizar crédito acumulado do ICMS originado pela aquisição de matéria prima de outros estados.
Essa matéria prima é utilizada na fabricação de produtos exportados com isenção do tributo. O benefício vem sendo prorrogado anualmente e está vigente por força do Decreto nº 61.196/2015, que vencerá nesta quinta-feira, 31. 
A norma vigente autoriza o aproveitamento do crédito do imposto por indústrias que discutem na Justiça anulações desses créditos feitas pelo Fisco paulista.  
Há decisões favoráveis aos contribuintes nesse sentido. Ao contrário do que vem sendo divulgado, isso não prejudica a população, pelo contrário, garante empregos. 
O setor emprega cerca de 50 mil trabalhadores diretos e 150 mil indiretos. A economia de algumas cidades do interior paulista depende da atividade desenvolvida pelos frigoríficos, como é o caso de Barretos, Estrela D’Oeste, Presidente Venceslau e Santa Fé do Sul. 
O fechamento dessas fábricas poderá deixar um grande contingente de desempregados em meio à crise econômica. A indústria paulista é responsável por 50% da produção nacional de carne e por 25% dos abates referentes a 2015. São Paulo também é o principal exportador de carne do País, com mais de 60% dos embarques nacionais. Pelo Porto de Santos (SP), passaram mais de 900 toneladas de carne bovina para exportação, do total de 1,5 milhão de toneladas exportadas em 2013. 
Ademais disso, as indústrias frigoríficas localizadas no Estado de São Paulo, recolhem para o fisco paulista aproximadamente R$. 16 bilhões por ano, proveniente da comercialização de subprodutos obtidos do abate para outros setores, como cosméticos, produtos farmacêuticos, couro, calçados e vestuário rações, transporte e produtos químicos.
 
Fonte: SINDIFRIO