Depois de apresentar quantidade recorde em maio, a exportação de carne de frango in natura brasileira tornou a recuar em junho, totalizando 287,9 mil toneladas, segundo dados da Secex. Mesmo com essa diminuição, as expectativas para as exportações brasileiras da carne de frango são positivas e, no mercado interno, esta carne é a que se apresenta mais firme dentre as concorrentes.
 
Segundo dados da Secex, os embarques de carne de frango in natura caíram 14,9% sobre o volume de maio e 7,9% frente ao de junho de 2011 – nem mesmo a forte valorização do dólar frente ao Real, que tenderia a estimular as vendas para o exterior, impediu o recuo na quantidade embarcada.
 
O preço médio da carne exportada em dólar foi de US$ 1,78/kg em junho, queda de 3,4% sobre maio e de 13,3% em relação a junho/11. Considerando-se a cotação média do dólar a R$ 2,05 no mês, o preço da carne convertido para moeda nacional foi de R$ 3,64/kg, o que representa ligeiro recuo de 0,3% frente a maio, mas aumento de 12% em relação a junho/11.
 
No mercado brasileiro, considerando-se a média de junho, houve valorização da carne e também do animal vivo em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. No atacado da Grande São Paulo, a média mensal do frango inteiro congelado se manteve a R$ 2,85/kg em junho e a do inteiro resfriado, a R$ 2,76/kg. Vale ressaltar que, também a carcaça casada bovina conseguiu se sustentar em relação a maio, com média de R$ 5,96/kg em junho. Já a carcaça comum suína desvalorizou 6% de maio para junho, a R$ 3,33/kg no mês passado.
 
Para a avicultura paulista, a boa notícia é o decreto assinado pelo governo do estado de São Paulo na última segunda-feira, 2, o qual beneficia o setor com crédito de 5% de Imposto sobre a Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) sobre o valor das vendas de carne de aves e produtos derivados. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tal medida deverá vigorar até 31 de dezembro de 2012 e se aplica às saídas (internas e para o exterior) de carne e demais produtos comestíveis resultantes do abate de aves (frescos, resfriados, congelados, salgados, secos, temperados ou defumados para conservação, desde que não enlatados ou cozidos), promovidas por estabelecimento que efetue o abate dentro do Estado.
 
O que vem preocupando o setor ainda são os custos de produção. Na última quarta-feira (04), a tonelada de farelo de soja teve média de R$ 1.023,26 em Campinas (SP), com aumento de 3,5% entre 27 de junho e 4 de julho. Na região de Chapecó (SC), o aumento foi de 1,2% no período, a R$ 1.040,97/t. Quanto aos valores pagos pelo milho, nos últimos sete dias, os preços da saca de 60 kg do grão aumentaram 3,6% na região paulista e 0,9% na catarinense, a R$ 24,15/sc e R$ 26,04/sc, respectivamente, na quarta.
 
Fonte: Beefpoint