Nesta quarta, dia 23, representantes do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), em São Paulo, estarão reunidos, a partir das 11h, com os servidores do porto para avaliar a greve dos fiscais federais agropecuários na localidade e definir estratégias do movimento. A reunião será seguida de manifestação. Desde a última quinta, dia 17, quando a paralisação começou, sete mil containers estão retidos no Porto de Santos (SP). Em dias normais, os fiscais federais agropecuários atendem, em média, cerca de 2 mil containers. Com a greve, a demanda acumulou.
Entre os produtos retidos estão agrotóxicos, fertilizantes, sementes, produtos veterinários, alimentos para animais, bebidas em geral, alimentos frescos e congelados, carga a granel (milho, soja, farelo de soja, polpa cítrica). Nos containers há também os produtos ligados à inspeção de palets e embalagens de madeira (indústria automotiva, petroquímica, indústria química, vestuário, eletrodomésticos, entre outros).
A greve já alcançou 70% de adesão dos profissionais do país. Além dos portos, a paralisação atinge aeroportos e postos de fronteira, além de frigoríficos – que tem o acompanhamento dos fiscais, mas não a emissão da certificação internacional. Os fiscais, conscientes da importância à sociedade, mantêm todos os serviços essenciais à garantia da saúde pública e da sanidade animal e vegetal.
A categoria decidiu pela paralisação, após tentativas de negociação pela reposição das perdas salariais decorrentes da inflação dos últimos anos, por pleitos específicos da carreira e diante das medidas de ajuste fiscal anunciadas pelo governo federal.
 
Canal Rural