Os fiscais agropecuários retomaram suas atividades nesta sexta-feira (10/8) diante da decisão judicial do Supremo Tribunal Judiciário (STJ) determinando a manutenção de servidores em percentual suficiente para garantir a execução dos serviços indispensáveis à população. A greve já durava desde segunda feira (4/8).

 
O delegado sindical da Anffa (Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários) de São Paulo, Ullysses Thuller, afirma que o sindicato acatou a decisão, porém pretende recorrer. “Vai demorar um pouco para a situação se normalizar, pois existem muitos produtos paralisados e somos poucos, mas já estamos de volta ao trabalho”, disse.
 
A paralisação dos fiscais agropecuários vinha preocupando alguns setores do agronegócio e atrasando exportações e importações. Na pecuária, apesar dos abates continuarem ocorrendo, diversas câmaras de resfriamento já se encontravam perto de sua capacidade máxima. Já os portos de Paranaguá e Antonina (PR) apresentavam 137 navios ao largo, sendo 51 de fertilizantes, segundo levantamento da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), o que ameaçava o bom começo de safra.
 
Os fiscais agropecuários são responsáveis por autorizar o abate de animais e o transporte dos produtos do setor. No Porto de Santos (SP), sem greve, 34 fiscais realizavam 1,2 mil fiscalizações diárias. A paralisação reivindicava reestruturação de carreira e contratação de mais fiscais. O ministro Napoleão Nunes Maia Filho foi quem outorgou a decisão sob a justificativa de que os serviços essenciais à população deveriam ser garantidos.
 
Fonte: Globo Rural