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Os custos de produção de suínos e aves no Brasil aumentaram consideravelmente no início de 2016. O principal motivo de alta na conta dos produtores foi a sobrecarga nos gastos com a alimentação dos animais. Com o preço do milho batendo recorde em todo o país e a soja também em valorização, ficou mais caro produzir proteína animal este ano.
Em um cenário que parece desolador aos criadores brasileiros, a reciclagem animal, mais uma vez, pode oferecer uma boa opção para a nutrição de aves e suínos. As farinhas e gorduras produzidas a partir do processamento dos coprodutos do abate animal no país são fonte rica de proteínas e, ao contrário dos insumos vegetais, estão mais baratas do que em 2015.
Segundo dados da Embrapa Aves e Suínos, o aumento total dos custos para produção de aves foi de 7,98% em janeiro deste ano em relação ao mês anterior. Os gastos com a alimentação foram responsáveis por mais de 90% desse número: 7,31%. O mesmo acontece no caso dos suínos: a variação geral foi de 6,21%. Só a aquisição de rações gerou alta de 6,11%. 
Criadores de suínos já recorreram ao Governo Federal para solicitar um crédito emergencial para retenção de matrizes, para evitar o abate delas e a consequente perda de produção frente à alta dos custos neste ano.
Atualmente, o Brasil produz 5,3 milhões de farinhas e gorduras animais. O principal mercado consumidor são as fábricas de rações, basicamente de aves e suínos. Elas são destino de 59,5% dos produtos da reciclagem animal brasileira, ricos em proteína, energia e sabor para a nutrição animal.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA