Um novo sorotipo de febre aftosa que atingiu o Egito poderá se disseminar na África do Norte e Oriente Médio, ameaçando a segurança alimentar na região, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na quinta-feira (22).

Há 40.222 casos suspeitos da doença no Egito e 4.658 animais, principalmente bezerros, já morreram disse a FAO citando estimativas oficiais. “Apesar de a febre aftosa ter circulado no país por alguns anos, esse é uma introdução totalmente nova de um sorotipo do vírus conhecido como SAT2, e os animais não têm proteção imunológica contra isso”.

As vacinas são urgentemente necessárias, à medida que 6,3 milhões de búfalos e bois e 7,5 milhões de ovinos e caprinos estão em risco no Egito, disse a FAO. “A área ao redor do Delta do Nilo inferior parece ter sido severamente afetada, enquanto outras áreas no Alto Egito e no oeste parecem ter sido menos afetadas”, disse o veterinário chefe da FAO, Juan Lubroth, pedindo por ações fortes para prevenir a disseminação da doença.

O Egito tem algumas reservas de suas próprias vacinas, mas essas não protegem contra o sorotipo SAT2. O país precisará de suporte regional para mobilizações efetivas. Com as vacinas às vezes demorando até duas semanas para conferir imunidade, esforços conjuntos para aumentar medidas de biossegurança para limitar a disseminação da doença são urgentemente necessárias, disse a FAO, cuja equipe de emergência visitou o Egito na semana passada.

Essas medidas incluem limite de movimentos animais e evitar contato com animais de outras fazendas; evitar comprar de animais de imediato, uma vez que esses podem vir de fontes contaminadas, preferivelmente por carcaças queimadas.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.