A fila de navios no Porto de Paranaguá (PR) causou problemas também no Porto de Santos (SP). Muitas empresas desviaram cargas de grãos para o litoral paulista. Na última semana, motoristas realizaram um protesto contra o terminal Santos Brasil, exigindo o pagamento de diária pelo tempo perdido e reclamando da demora no descarregamento. Em razão do congestionamento, os municípios de Guarujá (SP) e Santos quase pararam na última sexta, dia 1º.
 
Esta semana iniciou movimentada, porém tranquila em Guarujá (SP). A prefeitura e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) continuam monitorando o trânsito e repassando informações para o Ministério Público (MP). O objetivo é evitar o caos da semana passada, que só acabou depois que o terminal Santos Brasil entrou em um acordo com os motoristas que transportam contêineres.
 
O diretor de operações da Santos Brasil, Caio Morel, afirma que o terminal não é responsável pela lentidão que revoltou os motoristas e, sim, a grande movimentação dos caminhões que transportam soja.
 
Grande parte da lentidão teria sido causada pelo desvio de grãos de Paranaguá. A empresa Cutrale, que trouxe do Paraná uma grande carga de soja para o litoral paulista, recebeu duas multas da prefeitura de Guarujá devido ao embaraço no trânsito. Se a situação no terminal foi resolvida, o movimento nas estradas deve aumentar com o pico da safra de soja, programado para segunda quinzena de março. A prefeitura, a PRF e o MP estão tomando medidas para manter a ordem no local.
 
Segundo o especialista em portos Marcos Vendramini, protestos como o da semana passada não chegam a abalar as exportações brasileiras. O grande desafio, agora, é superar a falta de infraestrutura dos portos.
 
 Fonte: Canal Rural