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As exportações brasileiras do agronegócio confirmaram a tendência de retomada do crescimento em valor desde o início do ano e encerraram março deste ano com alta de 6% em relação ao mesmo mês de 2015, somando US$ 8,3 bilhões. Esse resultado também representou um salto na participação do agronegócio nas exportações totais do Brasil: a fatia das vendas externas do setor subiu de 46,4% em março de 2015 para 52,2% em março deste ano. 
 
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura, as importações do setor registraram queda de 17,6% para US$ 1,1 bilhão em março em comparação com o mesmo período de 2015. Como resultado, o superávit setorial em março de 2016 foi de US$ 7,18 bilhões contra US$ 6,47 bilhões em março do ano passado. 
 
“As exportações voltaram a crescer em valor, e esse crescimento é quase generalizado. Ter 52% de participação em todas as exportações do país demonstra a competitividade do nosso setor”, disse a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Tatiana Palermo, na divulgação dos números da balança comercial do agronegócio em coletiva de imprensa. “Os maiores destaques foram para a soja e o milho, que vem nos surpreendendo”, acrescentou. 
 
No caso do chamado “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo), que geralmente lidera o ranking das exportações de produtos agrícolas do Brasil, as vendas externas cresceram 23,8% sobre março de 2015, para US$ 3,4 bilhões em março deste ano.  O item mais vendido nessa lista, a soja em grãos, teve expansão de 32%, atingindo US$ 2,92 bilhões no terceiro mês deste ano. 
 
As exportações de carnes também totalizaram crescimento de 5,4% para US$ 1,23 bilhão, as de açúcar e etanol diminuíram 10,8%, para US$ 737,3 milhões, e as de cereais cresceram 96% para US$ 437,8 milhões em março. Um dos destaques ficou para o milho, que registrou um volume exportado de US$ 338 milhões em março deste ano, mais que o dobro do verificado em março de 2015. 
 
Dentre os itens que tiveram resultado mensal negativo, os embarques de café renderam 20,9% menos, para US$ 454,8 milhões, e os de produtos florestais – que vinham apresentando resultados positivos – caíram 10,6% para US$ 823,5 milhões.  Principal mercado para as exportações brasileiras do agronegócio, a China importou do setor US$ 2,7 bilhões durante março, uma alta de 25,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. A participação do país asiático na balança do setor brasileiro também subiu, foi de 27,9% em março de 2015 para 33,1% no mesmo período de 2016. 
 
Quando se considera o primeiro trimestre do ano, as vendas externas do agronegócio brasileiro aceleraram mais ainda: subiram 8,7% para US$ 20 bilhões, frente aos três primeiros meses do ano passado. Já as importações recuaram 21,5%, para US$ 3 bilhões no mesmo período. De janeiro a março de 2016, as exportações de soja e derivados cresceram 26,5% para US$ 5,1 bilhões ante o primeiro trimestre de 2015, as de carnes caíram 1,8%, para US$ 3,2 bilhões, e as de açúcar e etanol se mantiveram no mesmo patamar de US$ 2,1 bilhão, observado em igual intervalo do ano anterior. Entre os principais grupos da pauta, houve alta no caso de produtos florestais, de 4,5%, para US$ 2,5 bilhões, enquanto as vendas externas de café em grão recuaram 23,4%, para US$ 1,3 bilhão, na comparação com o primeiro trimestre de 2015. 
 
O milho também se destacou no primeiro trimestre, quando as exportações somaram US$ 1,9 bilhão, uma alta de 110 % em comparação aos três primeiros meses de 2015. No ranking de blocos econômicos, continentes e países que mais importaram do Brasil, a Ásia registrou um crescimento de 23,8% para US$ 8,8 bilhões no primeiro trimestre. Esse volume significa que a participação do continente asiático nas exportações do setor brasileiro saltou de 36,1% de janeiro a março de 2015 para 41,9% no mesmo período de 2016. 
 
Fonte: Jornal O Valor