Esta semana, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deverá decidir sobre o pedido de taxação da exportação do gado em pé, requerido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), União Nacional da Indústria e Empresas de Carne (Uniec) e Associação Brasileira de Frigorifícos (Abrafrigo), sob alegação de que a comercialização do boi vivo para fora do país compromete o abastecimento interno.

A solicitação gerou polêmica, especialmente no Pará, que tem o quinto maior rebanho do país e contribui com 90% da exportação de boi vivo do país. O gado é exportado desde 2006 para o Líbano, Turquia e Venezuela.

O secretário estadual de Agricultura do Pará, Hildegardo Nunes, recebeu ofício da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), informando que a entidade repudia a taxação. Segundo informou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-MT) no ofício, se a taxação for efetivada, será um grande retrocesso nas relações comerciais do país, pois causará prejuízo à atividade.

Segundo Hildegardo, há um excedente da produção bovina no Pará, mas que o parque frigorífico local ainda é insuficiente para absorver. Toda essa superoferta reflete na defasagem de preço, em relação à média nacional. “Querem fazer reserva de mercado, mas a exportação do boi vivo representa apenas 1% do abate nacional”, assegura.

Fonte: Diário do Pará, resumido e adaptado pela Equipe BeefPoint.