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A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, em inglês) desenvolveu um protocolo de laboratório para o estudo de casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), um estudo que poderá ajudar grandes produtores de carne bovina, como o Brasil, que têm relações de exportação ameaçadas por eventuais casos da doença.
 
A EFSA desenvolveu a orientação a pedido da Comissão Europeia, que está preocupada quanto às lacunas no conhecimento de tais surtos. Oitenta casos de EEB foram relatados em países da União Europeia desde 2001, de acordo com um relatório da EFSA.
 
Todos os casos atípicos de EEB foram detectados pela vigilância ativa, geralmente em animais com mais de oito anos de idade e com um número semelhante de casos detectados a cada ano, notou a EFSA, mas o conhecimento atual da EEB atípica é limitado e a implementação desse protocolo será para ajudar a preencher as lacunas de informação.
 
De acordo com o novo protocolo, especialistas em doenças irão investigar a presença, distribuição e nível relativo de infecciosidade da EEB atípica. A EFSA irá aconselhar quanto ao número mínimo de animais que devem ser testados, e como amostras de tecido devem ser preparadas, transformadas e testadas. Ela também fará recomendações sobre os métodos que devem ser usados para identificar príons anormais que podem indicar EEB, e quantificar a infecciosidade.
 
O caso mais recente no Brasil da EEB atípica foi relatado no final de março, o que levou três mercados de exportação a declararem embargos de curto prazo para a carne brasileira. Essa reação foi leve em comparação aos mais de 12 países que proibiram a carne bovina do Brasil depois de um relatório sobre EEB atípica em dezembro de 2012, alguns dos quais mantiveram embargos durante todo o ano de 2013.
 
Os dois casos do Brasil foram confirmados como atípicos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) após testes internacionais, e ocorreram em bovinos com mais de oitos anos de idade.
 
Fonte: Carnetec