O estado da economia global preocupa e pesa sobre o sentimento de mercado. Atualmente a indústria de carnes dos Estados Unidos depende do comércio internacional mais do que em qualquer outro momento da história. Frequentemente ouve-se sobre o impacto das maiores importações sobre os produtores domésticos, seguido por pedidos ao Governo para que limite essas importações. Na realidade, os EUA é um beneficiário do comércio com o resto do mundo. Em 2011, as exportações de carne bovina, suína, de frango e de peru representaram cerca de 17% do volume total de produção de carnes vermelhas e de aves do país, sendo que a expectativa para 2012 e 2013 é que as exportações sejam ainda maiores.
 

 
 
Em 2011, os Estados Unidos foi grande exportador de carnes, embarcando 7,12 milhões de toneladas de carne bovina, suína e de frango, enquanto importou apenas de 1,59 milhão de toneladas do produto, com boa porção na forma de carne bovina magra congelada sem osso. As importações de carne bovina magra costumava sofrer forte pressão negativa no passado, mas a situação mudou dramaticamente. É agora interesse dos pecuaristas americanos importar mais, não menos carne bovina, considerando que grande parte dessa carne bovina importada não compete diretamente com os steaks e outros cortes que são vendidos nas lojas de varejo.
 
Ao invés disso, são um componente crítico na fabricação de carne moída para a indústria de foodservice. Sem essa oferta de carne bovina magra, seria muito mais difícil encontrar quantidade suficiente para misturar com gordura que resulta da quebra das carnes principais. No momento, existe uma sobre-oferta significante de gordura de carne bovina os Estados Unidos e existe escassez de carne magra (o menor rebanho bovino em 50 anos). A falta de carne magra tende a reduzir o mercado para a gordura e reduzir o valor total do gado que chega ao mercado. Assim como para outras proteínas, existe debate sobre os benefícios da importação.
 

 
 
O comércio líquido positivo de carne torna os produtores dos Estados Unidos mais vulneráveis às mudanças das condições econômicas globais, bem como à mudanças nas taxas de câmbio. Parte da razão do grande aumento nas exportações de proteína dos EUA é o declínio no valor do dólar americano. Isto deixa a carne do país mais competitiva no mercado global e compensa os maiores custos de produção comparado com outros grandes fornecedores globais, como o Brasil, União Europeia (UE), Austrália e Canadá.
 
Mais de 60% das exportações de carne dos Estados Unidos atualmente vão para seis grandes mercados. O México e o Canadá representam cerca de 28% destas exportações, um resultado em parte dos Acordos de Livre Comércio negociados nos anos noventa. Japão, China e Coreia do Sul também são mercados importadores. Então, quando se vê notícias sobre desaceleração no crescimento da China, estagnação do crescimento no Japão e Coreia do Sul, deve-se lembrar que impactam diretamente em alguns dos principais clientes e afetam o preço do gado comercializado. Quando as previsões de crescimento mundial estão baixas, isso pode significar que seu potencial de lucro pode ser baixo também.
 
Os dados são do CME Group, publicados na Drovers, traduzios e adaptados pela Equipe BeefPoint.