Uma estratégia interessante. Se a BRF conseguir aumentar esses pontos de vendas, serão pelo menos mais 280 mil "miniaçougues" espalhados pelo país em locais onde a oferta de carne não tem a mesma força que atualmente ocupa nos grandes centros.
 
O perfil da BRF também ajuda a desenvolver essa estratégia. A maior atuação da empresa no setor é focada nas carnes e nos derivados de frango e de suínos, os dois segmentos que mais vêm crescendo no país.
 
A inserção de uma fatia maior da população no consumo de carnes nos últimos anos e os preços mais competitivos desses dois produtos, em relação à carne bovina, podem incentivar as vendas nesses novos locais.
 
PREÇO
 
Um dos pontos favoráveis a esses "novos balcões" de venda para as carnes, principalmente às de frango e de suínos, é o encarecimento da carne bovina.
 
As indicações são que os custos da produção de carne bovina são crescentes e o consumo poderá perder força, adaptando-se aos padrões do dos países desenvolvidos.
 
Os números mais recentes do setor indicam essa tendência. A produção nacional de carne de frango deverá acumular crescimento de 300% no fim deste ano, em relação a 1993, segundo estimativas da Informa Economics FNP.
 
Nesse mesmo período, a produção de carne suína teve evolução de 187%, enquanto a bovina cresceu apenas 19%.
 
Esse aumento da produção tem como base não apenas o mercado externo, que tem crescido, mas também o interno.
 
O consumo brasileiro per capita de carne bovina teve evolução de 15% desde 2004, segundo a FNP.
 
Nesse mesmo período, os brasileiros consumiram 46% mais carne de frango e 26% mais carne suína.
 
Vendo esse filé de mercado, todas as grandes empresas de carne bovina montaram divisões de produção e de industrialização de carnes de frango e de suínos.
Fonte: Folha de São Paulo