Uma crise iminente ronda o abastecimento de carne da Rússia de acordo com uma carta aberta de Patvel Ketaeve, presidente da União Nacional dos Processadores de Carne da Rússia (NUMP). Endereçada ao presidente Vladimir Putin, o comunicado deixa claro que a indústria está em crise e que em breve haverá suspensão dos pagamentos dos frigoríficos se o governo não intervir. 
 

Em agosto, a Rússia publicou uma lista de países cujos produtos agropecuários (também listados) passam a ter entrada proibida na Rússia pelo espaço de um ano. São mais de três dezenas os países envolvidos na proibição. Ou, em suma, os EUA, os 28 países integrantes da União Europeia, o Canadá, a Austrália e a Noruega. Dentre os produtos embargados, agora estão todas as carnes bovinas, suína e de aves. Nesse último, ainda estão embargados todos os subprodutos comestíveis. 

A carta aberta afirma que a proibição aumentou em 2% o preço das matérias primas e no acumulado do ano, os produtores de proteína animal da Rússia estão gerenciando uma alta entre 62% a 67% em 2014. A situação ainda é mais preocupante o extremo oriente da Rússia, onde por falta de carne in natura devido ao embargo, a população está precisando urgente de novos mercados. Patvel Ketaeve cita o Brasil e a Argentina. 

A entidade acredita que futuramente o governo russo vai congelar os preços no varejo por medo de manifestações populares. As grandes redes atacadistas não sobrem o preço de embutidos e outros produtos processados seguindo orientações do governo. Na carta, a NUMP afirma que está lutando por incentivos fiscais ou ao menos um aumento gradual no varejo para que a indústria de proteína animal russa possa atuar com uma margem mínima de lucratividade.
 
Fonte: Avisite