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A Mars, empresa global de alimentos, pretende aumentar investimentos no Brasil até 2020, com apostas no crescimento na demanda por alimentos para animais de estimação, chamados petfoods, que levam produtos cárneos na sua composição.
“O Brasil é o segundo maior mercado do mundo em população de pets, atrás apenas dos Estados Unidos, e por isso temos muito espaço para crescer, especialmente quando avaliamos que no país a conversão calórica (percentual de animais de estimação que se alimentam com produto industrializado) tem potencial de crescimento de mais de 60%”, disse o diretor de Assuntos Corporativos da Mars Brasil, Rodrigo Tedesco, à CarneTec.
Entre 2012 e 2020, a empresa está investindo R$ 1 bilhão no Brasil, dentro do seu plano de expansão. No segmento de petfoods, a dona das marcas Pedigree, Royal Canin e Whiskas está investindo nas fábricas em Mogi Mirim e Descalvado, em São Paulo, e na construção de nova fábrica em Ponta Grossa, no Paraná.
Em 2018, a empresa planeja comprar 60 mil toneladas de matéria-prima de origem animal de fornecedores brasileiros para suas fábricas nacionais e no exterior. Essas matérias-primas são farinhas proteicas (utilizadas para a produção de alimento seco) e de miúdos (para os alimentos úmidos).
A Mars no Brasil também é responsável pelas exportações de alimentos úmidos, como latas e sachês, das marcas de petfood para unidades da companhia na Argentina, Chile e Colômbia.
“O Brasil é uma das prioridades de negócio para a Mars e estamos trabalhando fortemente para alavancar o mercado brasileiro”, disse Tedesco. “Sabemos que o cenário de 2016 está desafiador, com desaceleração do mercado causada pela crise econômica, elevações tributárias e aumento do custo de matérias-primas, mas acreditamos no potencial do mercado no médio prazo.”
Fornecedores de produtos cárneos para a Mars estão localizados no sul do Brasil, principalmente no Paraná e em Santa Catarina. Segundo Tedesco, a presença de fornecedores capacitados, mão de obra qualificada, bom ambiente de negócios e facilidade de escoamento de produtos para exportação motivou a Mars a considerar investimentos na região.
 
Fonte: CarnaTec