O embaixador da Rússia, no Brasil, Sergey Akopov, chega nesta quinta-feira (13) para uma visita de dois dias ao Estado. Estão agendados encontros com representantes do agronegócio, das indústrias e com o governador Silval Barbosa. Apesar de um embargo às carnes bovinas e suínas produzidas no Estado desde junho do ano passado, a agenda de compromissos prevê visitas de cortesias e nenhum entendimento para a reabertura do comércio entre a Rússia, maior importador da carne estadual, e Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país e detentor do maior rebanho nacional de gado com mais de 29 milhões de cabeças.

 
“Mato Grosso não pode abrir mão do mercado russo, que já foi o mais importante para a carne produzida no Estado. O Mapa não está cumprindo seu papel enquanto governo nas negociações e na viabilização da retomada do comércio entre os países”, afirma o superintendente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.
 
Com a suspensão da importação da carne brasileira desde junho de 2011, a Rússia reduziu sua participação nas exportações mato-grossenses de US$ 309,43 milhões em 2010 para US$ 212,94 em 2011 e atualmente não está mais nem mesmo entre os 30 países que mais compram do Estado.
 
Segundo Vacari, esta perda de mercado foi aparentemente suprida pelo aumento na participação de países como Venezuela, mas não significa que o problema não foi percebido. Apesar do pequeno crescimento de 3% nas exportações de carne de janeiro a julho deste ano, que passou de US$ 453 milhões para US$ 468 milhões, houve uma redução de 13% somente no volume de carnes congeladas embarcadas, que passou de 77 mil toneladas para 69 mil toneladas.
 
A participação da Rússia no mercado mato-grossense da carne exportada também reduziu. Em 2010 o país representava 26% do total e no ano seguinte caiu para 14%, sendo que neste ano sua participação é praticamente nula. De acordo com o Sindifrigo, cerca de 10 plantas eram habilitadas em Mato Grosso para exportar para a Rússia e tiveram que redirecionar suas vendas.
 
Fonte: Diário de Cuiabá