Na granja de José Vieira, 10 mil frangos estão alojados para engorda. O produtor que vive da criação de frangos há três anos em Ipumirim, região oeste de Santa Catarina, está preocupado com a crise no setor.
 
O cheque que o criador recebeu no início de julho como pagamento da integradora Forte Sul pelo último lote não tinha fundos. O prejuízo será ainda maior, já que o volume de ração entregue na propriedade foi bem abaixo do necessário. Sem alimento para todas as aves, 3.700 frangos já morreram.
 
A família da produtora Daniela Gomes está passando pelo mesmo problema. Eles têm dois lotes a receber da integradora e cerca de três mil frangos já morreram por falta de alimento.
 
Outra empresa que está em situação delicada é a Diplomata. A integradora entrou com pedido de recuperação judicial para tentar evitar a falência. Mais de 600 criadores de aves dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm valores a receber. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura, alguns aguardam o pagamento há mais de 120 dias.
 
Representantes da Diplomata informam que não há solução a curto prazo para as contas em atraso. Já a Forte Sul diz que pretende regularizar a situação no prazo de 90 dias.
 
Fonte: G1