A economia brasileira encolheu mais que o esperado em março, fechando o primeiro trimestre com contração de 0,13 por cento, reforçando a onda de piora no cenário de atividade do país para o ano ao corroborar a fraqueza neste início de ano em meio ao mercado de trabalho debilitado e à cena política que afetam a confiança
 
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na quarta-feira, recuou 0,74 por cento em março na comparação com fevereiro, segundo dado dessazonalizado.
O resultado foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de queda de 0,10 por cento, e o cenário mostra ainda mais fraqueza após a revisão pelo BC do dado mensal de fevereiro pelo BC para recuo de 0,10 por cento, após divulgar expansão de 0,09 por cento. Com isso, o indicador que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos, interrompe série de quatro trimestres de expansão. A poucos meses das eleições presidenciais de outubro, o quadro ainda é incerto. Investidores do mercado financeiro temem que um candidato que considerem menos comprometido com o ajuste fiscal desponte como favorito.
Em março, a produção industrial encolheu 0,1 por cento e terminou o primeiro trimestre estagnada, enquanto o setor de serviços apresentou nos três primeiros meses do ano contração de 0,9 por cento. Somente o varejo terminou o período com ganhos, de 0,7 por cento, mas ainda indicando oscilações. Enquanto a inflação e os juros permanecem baixos, o desemprego ainda elevado contém o consumo e impede melhora econômica mais robusta num ano de eleição presidencial envolta por indefinições.
 
Fonte: REUTERS