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O delegado do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Guilherme Marques – servidor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), reiterou as declarações do diretor geral da entidade sobre a qualidade do sistema veterinário brasileiro. De acordo com Marques, as recentes manifestações da OIE corroboram como injustificáveis tecnicamente as suspensões das compras de carne brasileira por alguns países.
 
Em declaração à imprensa, o Diretor Geral da OIE, Bernard Vallat, pediu a países que estão impondo embargos às importações de carne bovina do Brasil que suspendam as restrições, afirmando que a medida é injustificada.
 
De acordo com a entidade, a classificação oficial de EEB é determinada com base em uma avaliação de risco global. A aparição de um caso não conduz automaticamente a uma reavaliação do status sanitário oficial do país – salvo em caso de uma mudança da situação epidemiológica que indique falhas nas medidas de mitigação vigentes, o que não ocorreu no Brasil.
 
Todos os anos, no mês de fevereiro, são realizadas reuniões da Comissão Científica da OIE para avaliar questões sanitárias de todos os países. No encontro deste ano, o Brasil apresentará todas as ações decorridas após a identificação do caso de EEB no país, conforme os preceitos técnicos estabelecidos pelo Código Zoosanitário da OIE.
 
“Não há razões para alterar a classificação do Brasil de risco insignificante, uma vez que o país vem cumprindo integralmente com todas as recomendações descritas no Código Sanitário da Organização”, afirmou Marques. De acordo com esse regulamento, o país membro pode ser reconhecido como de risco insignificante se atende todas as medidas de mitigação de risco e nunca tiver ocorrido um caso nativo da doença ou que tenha ocorrido em animais com idade superior a onze anos. No caso brasileiro, o animal que veio a óbito tinha 13 anos.
 
Fonte: MAPA