A presidente Dilma Rousseff viajará para a Rússia em dezembro e um dos assuntos que devem ser discutidos com o presidente do país, Vladimir Putin, é o fim do embargo à carne suína dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, que dura 16 meses. Outra barreira a ser vencida pelo setor é a da Argentina. Apesar de o governo brasileiro ter assegurado que as vendas seriam retomadas, depois de seis meses de bloqueio, as restrições seguem acontecendo.

 
Entre janeiro e setembro deste ano, houve incremento dos embarques de suínos para sete países, como Ucrânia, Angola e Cingapura. Mesmo com o bom resultado, a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) alerta que o mercado russo não pode ser desprezado, pois paga mais para adquirir cortes nobres, como o pernil.
 
Nos primeiros nove meses do ano as vendas externas de carne suína alcançaram mais de US$ 1 bilhão, alta de quase 2% sobre o faturamento na comparação com o mesmo período do ano passado.
 
— O Rio Grande do Sul é muito prejudicado porque ele não tem nenhum frigorífico aprovado para vender para a Rússia, que é quem tem bons preços. O Estado é obrigado a vender para os mercados de preço mais baixo. Isso é perda de receita, é perda de lucro, é prejuízo — afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs.
 
Um relatório elaborado por uma missão técnica russa, que veio ao Brasil em agosto, está sendo analisado pelo Ministério da Agricultura, mas segundo o presidente da Abipecs, apesar de terem sido visitados, os frigoríficos de suínos sequer foram citados no documento.
 
— Pelo que eu escutei, não tem nenhum frigorífico suíno que vai ser aprovado. Em breve, por conta do relatório, tem alguns frigoríficos de bovinos que dependem ainda de alguma documentação que o ministério vai apresentar, mas de suíno, não tem nada — diz o representante.
 
Fonte: Canal Rural