O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse nesta quinta-feira, em nota, que a inclusão da indústria de aves, suínos e derivados entre os setores que terão desoneração da folha de pagamento "contribuirá para a redução dos custos de produção e insumos internos em um momento de alta internacional". Ele acrescentou que as ações desonerando a folha de pagamento de salários e alterando a base de incidência para faturamento são positivas para manter e expandir a empregabilidade, além de estimular a competitividade dos produtos brasileiros.
 
No Brasil, a indústria de carne suína conta com 190 mil empregados e utiliza essencialmente mão-de-obra, enquanto nos países concorrentes a maior parte do setor já é automatizada, destacou o Ministério. As indústrias do setor, no Brasil, se concentram principalmente nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.
 
Segundo a nota do ministério, no total, mais 25 setores da economia serão contemplados com a desoneração, o que implicará numa renúncia de R$ 12,8 bilhões em 2013. Em quatro anos (2013-2016), a desoneração da folha terá um custo de R$ 60 bilhões. A decisão substituirá a contribuição patronal de 20% ao INSS por uma alíquota de 1% sobre o faturamento. Além disso, as empresas exportadoras de aves e suínos que exportarem 100% da sua produção não pagarão nada sobre o faturamento.