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  A rotulagem de produtos de origem animal como carnes bovina, de frango, suína, pescado, mel e ovos e seus derivados passará ser automática no país, sem a necessidade de análise prévia pelo Ministério da Agricultura após o registro do produto, como ainda é feito. 
   A nova regra entra em vigor daqui a 90 dias e consta do Decreto 8.681, publicada na edição de hoje do “Diário Ofical da União”. A medida também altera parte do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), que data de 1952. “Não há necessidade de um produto já analisado pelo ministério ainda ter o rótulo da embalagem avaliado”, disse a ministra Kátia Abreu, após evento em comemoração aos 100 anos do Serviço de Inspeção Federal (SIF), selo sob responsabilidade da pasta. “Em todas nossas ações estamos procurando tirar a burocracia ruim e deixar só a boa”, concluiu. 
   Segundo o secretário de defesa agropecuária, Luís Eduardo Rangel, cerca de 90% dos 30 mil rótulos aprovados pelo ministério a cada ano devem ser autorizados automaticamente, pois já possuem registros conhecidos e autorizados pelo próprio órgão. Os 10% restantes, contudo, são geralmente produtos novos no mercado e que precisam de uma autorização pela primeira vez para sua embalagem. “A nossa missão é enxergar onde estamos exageramos na burocracia e fazer rotina de fiscalização de rotulagem era no nosso entendimento um desperdício de tempo de alto nível para o setor agropecuário”, destacou Rangel. 
   Na ocasião, Kátia Abreu também reafirmou que em maio deste ano a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deverá conferir a 14 estados brasileiros e o Distrito Federal o status de livres da doença peste suína clássica. Ela disse esperar que todo o país tenha o mesmo reconhecimento até maio de 2017. 
Fonte Jornal O Valor