Os custos de produção da safra 2015/16 estão pesando mais para os produtores brasileiros em comparação com a temporada passada. O principal fator é a inflação de preços dos fertilizantes e dos defensivos, que estão mais caros em função da desvalorização do Real frente ao Dólar.
De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o principal aumento ocorreu nos preços dos fertilizantes: média de 37% no ano. Em seguida aparecem os agroquímicos, que sofreram elevação de 32%, e as sementes, que subiram 10% nesta safra. Essa inflação é sentida com maior intensidade nos custos de produção da soja, milho, algodão e feijão.
“A alta do dólar também trouxe consequências negativas, como a alta dos preços dos insumos agrícolas, a exemplo de fertilizantes e defensivos. Em média, os custos de produção da soja para a campanha agrícola 2015/16 se encontram entre 20% a 25% mais caros quando comparados a safra anterior”, afirma o engenheiro agrônomo Leonardo Sologuren.
O especialista, que também é mestre em economia e sócio-diretor da Clarivi Consultoria, salienta que os “produtores que compraram os insumos no início do ano, quando muitas empresas ainda vendiam seus estoques ao dólar do ano passado, devem colher um resultado excepcional nessa nova safra que se inicia”.
“A oferta de crédito, no entanto, tem sido um ponto de impacto negativo para a atividade agrícola. Em função do aumento dos juros e do menor apetite de empréstimo por parte dos bancos em função do momento atual da economia, há restrição de crédito para os produtores rurais. Essa restrição vem retardando a comercialização de insumos agrícolas e consequentemente trazendo um certo stress ao mercado”, conclui.
 
Fonte: Agrolink