Skip to main content

Os custos de produção de aves e suínos no Brasil bateram recorde no mês de fevereiro. A alta foi impulsionada principalmente pelo aumento nos gastos com a nutrição animal. Segundo estudo da Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa, o preço do milho continua sendo o principal fator para esse cenário que preocupa os criadores. O crescimento nas exportações reduziu a disponibilidade do cereal no país, o que acirrou a demanda pelo produto e inflacionou o mercado do grão.
O encarecimento da produção de proteína animal no Brasil, com a valorização contínua dos insumos nos últimos meses, reforça a oportunidade de o criador optar pelos produtos da reciclagem animal para a nutrição de aves e suínos. Isso porque as farinhas e gorduras produzidas a partir do processamento dos coprodutos do abate animal no país são fonte rica de proteínas e, ao contrário do milho, estão mais baratas do que em 2015. 
Atualmente, o Brasil produz 5,3 milhões de farinhas e gorduras animais. O principal mercado consumidor são as fábricas de rações, basicamente de aves e suínos. Elas são destino de 59,5% dos produtos da reciclagem animal brasileira.
Segundo os dados da Embrapa, os custos para a produção de frango aumentaram 3,7% em fevereiro em relação a janeiro deste ano. Só nos dois primeiros meses de 2016, a alta chegou a 11,7% e nos últimos 12 meses já supera os 30%. Os gastos com a alimentação dos animais são responsáveis por 86% desse aumento.
O cenário para a produção de suínos é semelhante. A alta dos custos de fevereiro em relação a janeiro foi de 1,1%. O acumulado deste ano é de 7,3% e dos últimos 12 meses chega a 24,07%.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA