A granja de Osmarino Antonio de Souza, no município de Arvoredo, oeste de Santa Catarina, chegou a ter mil animais entre matrizes, leitões e suínos na engorda. Hoje, as instalações estão praticamente vazias.
Osmarino cria suínos há mais de 50 anos, os últimos 10 de forma independente. Ao longo desse período, ele conta que nunca enfrentou uma crise como esta.
O preço do milho e da soja, que servem como base para ração animal, estão nas alturas e o valor recebido pelos suínos na hora da venda está baixo. O resultado são as dívidas nos bancos, que estão cada vez maiores. A de Osmarino já chega a R$ 400 mil.
Produtores, prefeitos e lideranças da região se reuniram para discutir alternativas para o setor. Entre as reivindicações feitas ao governo do estado está a isenção de ICMS pelo prazo mínimo de 30 dias e o aumento no volume de carne suína na merenda escolar.
"O governo determinou a compra de carne suína para escolas, presídios e hospitais. O ICMS está isento para leitões de até 30 quilos e vamos agora tentar estender o benefício para o suíno terminado", explica João Rodrigues, secretário estadual da Agricultura e da Pesca.
Para o governo federal, os produtores pedem que o porco seja incluído no Programa de Garantia de Preços Mínimos, o PGPM.
Mais de 70 municípios catarinenses decretaram situação de emergência por causa da crise na suinocultura. A pressão agora é para que o estado também faça o decreto.
Na quinta-feira (12), suinocultores de todo o país vão à Brasília. Além de participar de audiência pública no Senado, eles vão se reunir com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.
O Ministério da Agricultura adiou o anúncio de medidas para beneficiar a suinocultura. As mudanças ainda precisam do aval do Ministério da Fazenda.
 
Fonte: G1