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Governo federal garantiu aos suinocultores de Mato Grosso a recomposição de estoques de milho por meio de Contratos de Opção durante assembleia geral da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) nesta quinta-feira (06), em Brasília. Portaria interministerial assegurando 2 milhões de toneladas do produto deve ser publicada nos próximos dias, segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller. “Os recursos são avalizados pelo Ministério da Fazenda e há possibilidade de conseguirmos mais, chegando a 4 milhões de toneladas”.

Com a decisão, resta ainda atender outros 2 pleitos do setor para este ano: a definição de um preço mínimo para a venda de carne suína e o fortalecimento do controle sanitário no Estado. Na opinião do presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Paulo Lucion, é preciso reforçar os investimentos em defesa sanitária animal, especialmente nas fronteiras, evitando assim que futuramente o Estado possa ser afetado com embargos à carne. “A maior ameaça é a aftosa, apesar de Mato Grosso ser livre da doença com vacinação; se houver qualquer restrição à carne bovina, afeta a suína também”. 

Quanto à fixação de um preço mínimo para carne suína, Lucion lembra que essa é uma cobrança mantida desde 1959. “Estamos trazendo esse assunto em pauta de novo porque o suinocultor precisa garantir pelo menos o custo de produção”. Ele lembra que até agora os criadores do Estado amargam os prejuízos acumulados com a última crise enfrentada pelo setor, iniciada em meados de 2011 com o embargo russo à carne brasileira e encerrada apenas em novembro do ano passado.

Presidente da Acrismat diz que o cenário melhorou com a valorização no preço da carne, atualmente cotada em R$ 2,90 o quilo do suíno vivo, enquanto o custo de produção varia de R$ 2,50 a R$ 2,60. “Mas precisamos pagar o passivo acumulado com a crise”. Como o produtor está descapitalizado, diz, o Contrato de Opção de compra é uma forma de garantir o milho a um preço pré-aprovado. Sobre a fixação de preço mínimo para carne suína, Geller concorda que é um mecanismo importante para dar segurança aos suinocultores e que a solicitação é justa, mas é uma medida “mais complicada de ser colocada em prática”.