Em um confinamento em Goiânia estão fechados para engorda seis mil bois, dois mil a menos que o programado.
 
Com a disparada nos preços do milho e da soja, o pecuarista teve de rever os planos até na dieta do gado. Nem farelo de soja, nem milho. O gado agora come sorgo, torta de algodão e até bagaço de tomate, ingredientes mais em conta, que ajudam a reduzir o custo na alimentação do gado.
 
O gerente da fazenda, Divino Oliveira, explica que há um mês o milho e a soja foram substituídos porque encareceram muito o custo da ração dos animais.
 
O número de bois confinados este ano não deve crescer no Brasil de acordo com dados da Assocon, Associação Nacional dos Confinadores.
 
Os desafios para quem quer confinar gado este ano são discutidos na quinta edição da Interconf, a Conferência Internacional de Confinadores, que acontece em Goiânia.
 
Além de reduzir custos, os criadores entendem que é preciso aumentar o consumo de carne de boi, que vem perdendo espaço para outras fontes de proteína animal como o frango e o peixe.
 
Uma das propostas apresentadas na conferência é a criação de um fundo para financiar o marketing do boi. O setor está preocupado e quer garantir os lucros com a propaganda do negócio.