O presidente da Acrimat – Associação dos Criadores de Mato Grosso -, José João Bernardes, e o vice-presidente da Associação, Jorge Pires de Miranda, participam hoje (30), em Campo Grande-MS, de um debate sobre a concentração da indústria frigorífica no País, com a presença do presidente do Grupo JBS, Wesley Batista. “Vamos perguntar ao presidente do JBS por que o frigorifico não mantém uma melhor relação com o pecuarista, ao invés de pressioná-lo”, avisa o presidente da Acrimat. O evento será realizado pelo Canal do Boi e transmitido ao vivo, para todo o país. A mediação do evento será do jornalista Jorge Zaidan e os telespectadores poderão fazer seus questionamentos pela internet e por telefone (67) 2107-8771.

A discussão sobre o assunto é antiga, mas, a organização do setor pecuário de todo Brasil em torno da questão teve início no dia 14 de maio com o Movimento Nacional Contra o Monopólio dos Frigoríficos, realizado em Campo Grande, onde 1.500 produtores rurais, entidades representativas do setor produtivo, políticos e autoridades de todo Brasil participaram. Dez dias depois desse primeiro encontro, no último dia 24 em Brasília, foi realizada uma reunião entre deputados federais, senadores, produtores rurais e representantes de entidades, como a Acrimat, com o secretário Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinicius Carvalho. Na pauta, a cobrança de providências junto ao governo federal sobre o crescente monopólio no setor de carne com recursos públicos.

Dessa reunião foi agendada mais um encontro do setor pecuário nacional com os órgãos de Defesa da Concorrência para discutir o monopólio das indústrias frigorificas no Brasil, para o dia 13 de junho em Brasília. A discussão está ganhado força e os representantes do setor já marcaram o segundo Movimento Nacional Contra o Monopólio dos Frigoríficos para o dia 9 de julho, às 8 horas, no Centro de Eventos do Pantanal, dentro da programação da 48ª Expoagro em Cuiabá e coordenado pela Acrimat. “Queremos a democratização dos recursos do BNDES para as pequenas e médias indústrias frigoríficas e também para as cooperativas”, disse o vice-presidente da Acrimat, Jorge Pires de Miranda.
Fonte: Agrolink