CNA vai lançar em Paris, durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, de 20 a 25 de maio, uma ferramenta de fortalecimento da pecuária brasileira
 
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai lançar em Paris, durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, de 20 a 25 de maio, uma ferramenta de fortalecimento da pecuária brasileira. O Agricultural Traceability System CNA Brasil (Agri Trace) é uma ferramenta desenvolvida pela CNA para realizar a gestão de protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária da cadeia produtiva da carne bovina. Essa ação é um complemento às garantias sanitárias oferecidas pelo Governo Federal.
O sistema utiliza dados oficiais de cadastro de propriedades rurais e controle de trânsito de animais, permitindo a elaboração de protocolos privados, para atendimento de requisitos específicos de mercados importadores. Os produtores, assim como os frigoríficos, interessados em fornecer carnes nas condições estabelecidas nos protocolos privados, devem se comprometer a atender os requisitos e seguir as regras estabelecidas.
CNA verifica se essas regras foram cumpridas por meio do uso de ferramentas, como um aplicativo que permite a coleta de informações (coordenadas geográficas, fotos e vídeos). O Agri Trace também vai trazer transparência para os compradores por meio de painéis de monitoramento e controle que vão mostrar a quantidade de produtores e frigoríficos que estão dispostos a atender as exigências daquele mercado, além da quantidade de animais abatidos em determinado período.
O Coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade de Adesão Voluntária do Instituto CNA, Paulo Costa, explica que se um mercado comprador, onde o Brasil já possui Certificado Sanitário Internacional (CSI), fizer algum tipo de exigência específica em relação à qualidade da carne, ele vai apresentar os requisitos à CNA. “Assim que o país nos mandar as exigências, nós incluímos no sistema de rastreabilidade e colocamos à disposição dos produtores e dos frigoríficos. Aqueles que se interessarem, podem se comprometer a atender as demandas”, disse.
De acordo com o coordenador do Grupo Técnico de Defesa Sanitária da CNA, Decio Coutinho, “com o sistema, vamos ter condições de atender atributos de qualidade mandando para o cliente o produto específico que ele quer”.
 
Fonte: CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL