Na semana passada a China surpreendeu os meios veterinários mundiais ao notificar à Organização Mundial de Saúde Animal o registro de 51 (cinquenta e um!) diferentes casos positivos de Influenza Aviária ocasionados – como indicaram pesquisas laboratoriais – por cinco diferentes subtipos do vírus: H5N1, H5N2, H5N3, H5N6 e H5N8. 

 

O mais surpreendente, porém, é constatar que a China – acusada de esconder os primeiros casos de H5N1 registrados pouco mais de 10 anos atrás (2003), o que contribuiu para a disseminação do vírus por vários continentes – aprendeu o dever de casa. Pois os 51 casos registrados, espalhados por diferentes regiões do país e até no Nepal e Tibete, foram detectados através de um programa de vigilância implantado pelas autoridades sanitárias chinesas.
 

Apesar, porém, da eficiência demonstrada, é preocupante a indicação de que os casos positivos detectados foram obtidos a partir de coletas efetivadas em mercados de aves vivas. Ou seja: o vírus continua circulando amplamente entre as várias espécies de aves existentes na China, fato que solicita atenção permanente da comunidade científica, visto que a cada nova recidiva o organismo demonstra maior virulência.
 

Tal atenção, entretanto, não deve e nem pode ficar limitada à comunidade científica: precisa, necessariamente, ser assumida por todo o setor produtivo.
 
Fonte: Avisite