As carnes estão mais caras em Maringá, apontou pesquisa divulgada pelo Procon nesta segunda-feira (28). O preço médio destes produtos nos supermercados do município subiu 10% em relação ao último levantamento feito pelo órgão, em agosto, passando de R$ 116,75 para R$ 128,42.
 
O grupo de carne com maior variação de preço entre as pesquisas foi o pernil (com osso e pele). O preço, neste caso, subiu 24,3% o quilo, conforme a pesquisa. O segundo colocado foi o miolo de paleta, com aumento de 19,4% o quilo, seguido pelo frango inteiro, 15,8% mais caro.
 
Para o coordenador do Procon em Maringá, João Luiz Regiani, a alta no preço das carnes foi impulsionado no crescimento das exportações e no custo da produção. Segundo Regiani, as geadas que atingiram a região no inverno também impactaram nos preços.
 
"As exportações tiraram o produto do mercado interno, o que, obviamente, reflete no preço. O insumos também ficaram mais caros nos últimos meses. As silagens, por exemplo, foram bastante prejudicadas com as geadas que atingiram a região, o que reflete diretamente no valor da carne", explica o coordenador do Procon.
 
De acordo com Regiani, a expectativa é de que as carnes fiquem mais baratas nos próximos meses. No entanto, não há como cravar a diminuição no preço, em virtude da dependência que o mercado interno tem do externo.
 
"Nos próximos meses, é provável que o preço das carnes se estabilizem. O mercado internacional, porém, é imprevisível. Nós dependemos deles. Apesar da expectativa de baixa, não há como prever", ressalta.
 
O aumento no preço das carnes refletiu no valor da cesta básica em Maringá, afirma Regiani. O preço médio no município, levando em consideração 72 itens de quatro segmentos, foi de R$ 336,54 em outubro – 3,5% maior do que o preço da pesquisa de agosto, quando a cesta custava R$ 325,13, em média.
 
Além das carnes, os produtos de higiene e limpeza também encareceram a cesta básica, passando de R$ 62,78 para R$ 65,04, uma variação de 3,59%. Os hortifrugranjeiros ficaram mais baratos, com queda de 0,04% no preço em outubro, em relação a agosto.
 
Fonte: Folha de Londrina