Nesta semana foi concluída a exposição World Food 2012 em Moscou onde centenas de companhias de vários países apresentaram a sua comida, bebidas e outros produtos relacionados. O Brasil participou em força com 15 companhias juntadas num stand, onde foi servido a carne brasileira com café ou caperinha. O nosso correspondente Taras Kostyuk encontrou com o chefe da delegação brasileira Marcelo Junqueira Ferraz, Diretor de Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil e fez perguntas sobre a situação atual nas relações comerciais na área de comida e bebidas entre o Brasil e Rússia.

 
– Senhor Marcelo, primeiramente queria perguntar se isto é a primeira vez que o senhor está na Rússia?
 
– Não eu já estive na Rússia em outra oportunidade a onde nós vemos avaliação de interesse e oportunidade de estarmos nesse evento. E nossa avaliação foi positiva no sentido que deveríamos estar aqui. Então fizemos esse pavilhão onde nos contamos com quinze empresas brasileiras. Treze delas são voltadas para carnes, as três carnes: suína, a de aves e bovina. E duas empresas que representam muito o Brasil. Que uma é a empresa que produz cachaça, que a caperinha e é bastante apreciada no mundo inteiro. E uma outra empresa que represente bem o Brasil é o café. Todos sabem que o Brasil é o maior produtor do café e do café de excelente qualidade.
 
– Como acha as perspectivas das empresas apresentadas no mercado russo?
 
– O mercado da Rússia é o mercado muito importante para o Brasil em termos de carne. Nós já tivemos o volume de exportação para Rússia maior do que temos hoje. Mais estamos fazendo um esforço enorme no sentido de entender as exigências sanitárias e comerciais da Rússia, no sentido de que agente se mantém no mercado da Rússia. Ainda que o Brasil fornece para 146 países do mundo a carne mais o russo para nós é um parceiro privilegiado e estratégico. Então o governo brasileiro e os produtores brasileiros fazem esforços enormes para estreitarmos as relações com a Rússia cada vez mais.
 
– O senhor sabe bem que havia problemas com carnes do Brasil, o senhor participou em trabalho de resolver estas questões?
 
– Não na verdade eu sou da área de promoção, eu não sou da área de negociação de acordos. No Brasil temos milhares das plantas exportadores e nós tivemos algumas plantas que tiveram restrições de exportação mas essa questão esta sendo resolvida e bem encaminhada e a gente acredita que a gente volte até a amplitude de mercado como tiveram no passado. E isso é nossa expectativa, na verdade é mais do que nossa expectativa, é nossa certeza, porque o Brasil não só exporta para Rússia, mas também exporta para vários países desenvolvidos como Rússia e que aceitam bem a carne brasileira.
 
– E quanto a cachaça?
 
– A cachaça é o produto que imaginamos ainda seja novo para o russo. Então a gente quer divulgar cachaça brasileira não apenas uma marca que está conosco hoje mas nos temos milhares de marcas de cachaça do Brasil. A cachaça nos imaginamos além de ser muito saborosa ela tem um teor alcoólico mais alto, assim como vodka e nos acreditamos que a cachaça uma vez provada vai cair muito gosto do russo.
 
– Tem medo de concorrência com tequila?
 
– O que ocorre é que a tequila chegou primeira e se tornou mais conhecida. Cabe a nós brasileiros e em especial o governo brasileiro que eu represento divulgar mais a cachaça e fazer que cada vez mais pessoas aqui na Rússia provem o produto e que façam a sua opção de gosto depois. E eu acredito que a grande maioria ao provar as duas vai optar a cachaça como produto muito saboroso.
 
– E quanto a falsificação?
 
– Eu não tenho informação para avaliar o grau de que isso pode acontecer aqui. Mas a cachaça é um produto muita especifica e pouco conhecido, muito regionalizado no Brasil e em alguns poucos países. Alemanha, por exemplo, é um país grande consumidor de cachaça, depois do Brasil o país que mais consome cachaça é Alemanha. Como Alemanha é um país de clima muito frio assim como Rússia nós imaginamos que o gosto e seja bem aceito pelos dois povos.
 
– E ultimo questão como o senhor gosta de Moscou?
 
– Moscou é uma cidade encantadora. É um povo diferentemente de que eu imaginava dois anos atrás foi a primeira vez que eu vi, e de lá para cá eu tenho vindo outras vezes, e Moscou é uma cidade encantadora para mim. Dentro essas coisas mais bonitas que são muitas aqui em Moscou eu destacaria obviamente a catedral, é a mais bonita do que eu vi, a catedral é maravilhosa. Eu conheço outras catedrais em mundo tudo muito bonitas, mas eu reputo que a de vocês a catedral mais bonita. E o Kremlin é uma coisa sim fascinante. Eu gosto muito da história e toda oportunidade que eu tenho eu vou ao Kremlin e sempre vejo coisas que eu não tinha visto ainda e me fascinam.
 
Fonte: Avicultura Industrial