Centenas de caminhoneiros bloquearam grandes rodovias do estado de São Paulo na manhã da segunda-feira (01) para exigir uma redução do preço dos combustíveis e das portagens. A manifestação aconteceu na Castello Branco, Anchieta, Fernão Dias e a Cônego Domênico Rangoni.
Um grupo de caminhoneiros também protesta em Minas Gerais desde a madrugada, interrompendo parcialmente o trânsito em três trechos da BR-381. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os bloqueios estão sendo feito apenas para o tráfego de caminhões. A passagem de carros de passeio e de ônibus está liberada.
A greve foi convocada pelo Movimento União Brasil Hat (MUBC), um dos sindicatos do setor. Em nota o MUBC pediu aos seus membros para "manterem o protesto" até a próxima quinta-feira (04).
"Serão 72 horas de mobilização", para que "nós encorajamos todos a não programar viagens para esse período, a fim de reduzir o número de veículos nas estradas, mas sem causar sofrimento aos cidadãos", disse o comunicado publicado parcialmente pela EFE.
Os caminhoneiros reivindicam subsídio para diminuir o preço do óleo diesel, isenção de pedágios em todas as rodovias do País, a criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, votação da medida provisória que define soluções para as questões de cartão Frete, o CIOT.
Além de São Paulo e Minas Gerais, paralisações acontecem no Espírito Santo onde caminhões fazem bloqueios parciais em na BR-262, que liga o Estado à Minas Gerais. Já em Brasília a BR-101, que liga o estado ao Rio de Janeiro e à Bahia, tem paralisação no km 392, em Rio Novo do Sul; e no km 375.
A mobilização aconteceu depois do governo federal conseguir uma liminar para impedir que movimentos em estradas  federais.  A liminar, concedida pela juíza federal de plantão no Rio de Janeiro Cynthia Leite Marques, estipula que o Movimento União Brasil Caminhoneiro e seu presidente, Nélio Botelho, podem ser multados em R$ 10 mil por hora se as rodovias  forem paralisadas.
 
Fonte: El Economista