O próximo passo do País agora é buscar o status de livre da aftosa sem vacinação
 
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) conferiu ao Brasil o status de livre da febre aftosa com vacinação, na quinta-feira (24). O certificado foi entregue ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. A nova condição sanitária, agora estendida a todos estados, além de Santa Catarina considerada livre sem vacinação, foi comemorada pelo ministro que destacou esforços do governo e da inciativa privada e perspectiva de ampliação de mercados para as carnes bovina e suína.
“O Brasil vem numa luta, em um programa de mais de 60 anos para erradicar essa doença e, nos últimos anos, fez um esforço muito grande para finalmente resolver o problema”, afirmou. “E, a partir desse reconhecimento, o Brasil tem novo status no mercado mundial e poderá acessar mercados que ainda estão fechados”.
Ele destacou tipos de carne que passarão a ser negociados, principalmente, com países asiáticos, entre eles, China e Japão. “Não era possível, até agora, por exemplo, exportar para a China carne que contém osso”.
Segundo Maggi, existe um efeito colateral quando o País não é certificado como livre de febre aftosa sem vacinação, que é o impacto nas exportações de carne suína. “Se você não tem o país livre, o mercado não aceita a carne suína. Temos um estado na federação que é livre sem vacinação, então, esse podia exportar por exemplo, para o Japão, para Coreia e outros mercados.
 
Livre sem vacinação
O próximo passo do Brasil agora é buscar o status de livre da aftosa sem vacinação. Programa elaborado pelo Ministério da Agricultura junto com produtores prevê que até 2023 deverá ser possível cessar a vacinação no país, iniciando a retirada da vacina contra aftosa já a partir do ano que vem.
“Temos esse cronograma definido em função do fluxo de animais, porque uma vez declarado o estado como zona livre, não é possível transitar mais por ele com animais procedentes de outro com situação diversa. E também há atuação nas fronteiras, desde a Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, países com os quais há um programa conjunto”, disse Blairo Maggi.
Fonte: Redação SI