O Brasil e o Paraguai são os mais novos membros da Five Nations Beef Alliance (FNBA), que representa pecuaristas responsáveis por metade da produção e por 75% da exportação mundial de carne bovina. A inclusão dos integrantes foi aprovada durante a Conferência Anual da entidade, realizada no México. Os produtores brasileiros serão representados pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que é membro observador da FNBA desde o ano passado, e pela Associação Nacional dos Confinadores (Assocon).
Em nota, o diretor secretário da Acrimat, Francisco Manzi, afirma que a adesão é uma conquista dos produtores brasileiros – que agora terão espaço para negociar soluções para problemas comuns com pecuaristas dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, México e Nova Zelândia. "Teremos uma posição mais forte perante o mercado internacional", diz.
Para a Acrimat e a Assocon, integrar a FNBA traz possibilidades para influenciar acordos comerciais internacionais, como a recém-anunciada Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês), que inclui todos os países-membros da aliança. As entidades também esperam poder coordenar ações em fóruns de referência, como o Codex (da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e o comitê SPS da Organização Mundial do Comércio (OMC), sobre medidas sanitárias e fitossanitárias. "É extremamente valioso para nossas negociações internacionais", define o diretor institucional da Assocon, Márcio Caparroz, também em nota.
 
Para o presidente da Associação de Produtores de Bovinos e Cordeiros da Nova Zelândia (Beef and Lamb New Zealand), Scott Champion, o Brasil, além de representar a América do Sul, está alinhado com as diretrizes da organização. Segundo ele, o país "realmente capturou a razão das ações da Aliança", que busca compartilhar ideias, problemas e soluções entre os exportadores, "tentando encontrar maneiras de abordar todos os aspectos globais do setor".
 
 
Fonte: Estadão