Representantes do Ministério da Agricultura e de oito estados discutiram na terça-feira (26/3), em Brasília (DF), a possível atualização do status sanitário do Brasil para zona livre de febre aftosa com vacinação. O governo federal quer submeter, ainda neste ano, o pedido à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), referente a Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Pará.
 

Diversas ações estão sendo realizadas pelos governos federal, estadual e municipal para buscar esse reconhecimento. A mudança alcançaria mais de 22 milhões de bovinos. Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba ainda precisam de ajustes para agilizar as auditorias e exames epidemiológicos nos animais. O objetivo é que, em maio, os trabalhos estejam concluídos para que, em julho, sejam enviados à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

 
O reconhecimento internacional credencia a carne brasileira a aumentar as vendas, tanto no mercado interno quanto no externo. O Nordeste do país conta com um atrativo: a localização oferece frete mais barato às indústrias que pensam em investir no local. Em um mês, o governo espera ter a certeza de que os oito Estados não possuem circulação viral no rebanho.

 
– Até o momento, os resultados são satisfatórios, o que nos leva a crer que teremos resultados bastante positivos em maio, que permitirão agregarmos esses 22 milhões de animais na atual área livre de febre aftosa no Brasil, que já detém 185 milhões de bovinos – destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques.

 
O estado do Maranhão já comemora oito anos sem registro de foco da doença.
 

– Nós temos sete milhões de cabeças. Estamos no segundo lugar do nordeste, só atrás da Bahia. Todas as medidas estão sendo providenciadas de acordo com as exigências da OIE – aponta o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do estado, José Hilton de Souza.

 
No Ceará, o processo é um pouco mais lento. O secretário de Desenvolvimento Agrário do estado, José Nelson Martins de Souza, afirma que a primeira e a segunda colheita do soro e sangue já foram concluídas. Ele aponta que, em breve, o Ceará deverá estar no mesmo nível dos demais estados.
 

Se tudo ocorrer dentro do previsto, o governo federal espera receber o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação para essas regiões em maio de 2014.

Fonte: Rural BR