De acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, o Brasil e as empresas exportadoras do setor de frigoríficos de carne bovina ainda vão ter de investir muito na parte comercial do mercado chinês para competir de igual para igual com países que há algum tempo já estão lá instalados, como Austrália e Nova Zelândia.
“Não se trata mais de autorizações e da parte burocrática entre governos. Trata-se de vender bem o produto brasileiro, mostrar sua escala, segurança, qualidade e preço. Os australianos e neozelandeses estão fazendo isso há algum tempo e, em todo o país, promovem apresentações, degustações e feiras. Mostram e vendem seus produtos o tempo todo. E nós não temos nada disso ainda”, disse Salazar, após workshop realizado em Pequim no último dia 9 de dezembro.
No evento, foi apresentado aos empresários chineses o trabalho desenvolvido pela Abrafrigo para ampliar o leque de empresas brasileiras exportadoras de carne bovina. “Desde 2005, a entidade vem desenvolvendo um trabalho junto aos seus associados, principalmente médias empresas, para que invistam e entrem no mercado externo. Atualmente, temos 22 associados que exportam e possuem escala para entrar no mercado chinês. Hoje, no Brasil, há somente 11 plantas autorizadas a exportar carne bovina para a China e pertencentes a apenas cinco empresas”, afirmou Salazar.
“Estamos num bom momento e em condições de ampliar esse leque de fornecedores porque ouvi dos empresários chineses do setor que eles estão muito interessados no aumento do número de fornecedores para aumentar a competição, com reflexo nos preços”, concluiu o dirigente, em nota distribuída à imprensa na terça-feira (15).
Em recente workshop na China, a Abrafrigo já havia se pronunciado sobre a necessidade de uma maior participação de frigoríficos médios nas exportações de carne bovina para o país asiático.
 
Fonte: Carnetec