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As Bolsas chinesas fecharam no menor nível em um mês nesta segunda-feira (29), com investidores vendendo ações em meio a temores de que o aumento dos preços de imóveis possa atingir fundos de ações, agravado pelos ganhos decepcionantes dos papéis de empresas com menor valor de mercado no índice ChiNext. 
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 2,39%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 2,87%. Para tentar estimular a economia em desaceleração, o banco central chinês reduziu a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas pela quinta vez desde fevereiro de 2015. 
O banco central anunciou em seu site o corte da taxa de compulsório em 0,5 ponto percentual para todos os bancos, levando a taxa para 17% para os maiores bancos do país. O corte terá efeito a partir de 1o de março. 
No restante da Ásia, a maioria das ações também recuou após o encontro do G20 no fim de semana ter acabado sem nenhuma nova ação coordenada para incentivar o crescimento global, e depois de dados sólidos dos Estados Unidos reacenderem as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevará os juros neste ano. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, teve queda de 0,51%, no segundo mês seguido de desvalorização.  
O índice Nikkei, do Japão, não conseguiu manter os ganhos do começo da sessão e recuou 1%, registrando queda mensal de 8,5%, a maior desde maio de 2012.
FECHAMENTO
Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1%, para 16.026 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,30%, para 19.111 pontos.
Em Xangai, o índice SSEC recuou 2,87%, para 2.687 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 2,39%, para 2.877 pontos.
Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 0,18%, para 1.916 pontos.
Em Taiwan, o índice Taiex registrou alta de 0,54%, para 8.411 pontos.
Em Cingapura, o índice Straits Times valorizou-se 0,65%, para 2.666 pontos.
Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,02%, para 4.880 pontos.
 
EUROPA 
As ações europeias operam em baixa nesta segunda-feira, a caminho do terceiro mês seguido de perdas, também sob influência da ausência na reunião do G20 de medidas para estimular a economia. 
Às 8h (horário de Brasília), o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,89%, para 1.293 pontos, acumulando queda de cerca de 4% no mês. "Os investidores estão decepcionados com o fracasso dos líderes do G20 em definirem novas medidas de apoio, apesar de repetirem mais uma vez suas preocupações com a economia global e os mercados financeiros", disse o chefe de pesquisa do BNP Paribas Fortis Global Markets, Philippe Gijsels. 
Os ministros das Finanças e autoridades dos bancos centrais do G20 disseram que precisam olhar além das taxas de juros extremamente baixas para reaquecer a economia global, sinalizando riscos ao crescimento, incluindo fluxos voláteis de capital e a queda dos preços das commodities. 
Os setores cíclicos, que geralmente sofrem quando o ritmo do crescimento global diminui, estavam sob pressão. O índice europeu de bancos caía 1,4%, enquanto o setor de serviços financeiros recuava 1,77%, e as seguradoras tinham queda de 1,14%.
Em Londres, o índice FTSE-100 recuava 0,64%, para 6.057 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX caía 1,63%, para 9.358 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 perdia 0,70%, para 4.284 pontos.
Em Milão, o índice FTSE/MIB tinha desvalorização de 0,77%, para 17.349 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,59%, para 8.299 pontos.
Em Lisboa, o índice PSI-20 desvalorizava-se 0,65%, para 4.679 pontos.
 
Fonte Folha de São Paulo