Campinas, 22 de Agosto de 2014 – Ainda que a perspectiva de ampliação das compras de carnes pela Rússia esteja influenciando o mercado do boi, do suíno e do frango vivos e propiciando rápida retomada de preços, a verdade é que a aceleração ora observada (e que, ao contrário de meses anteriores, se estende pela segunda quinzena de agosto) não tem nada de anormal. Opostamente, chega um pouco atrasada em relação às médias históricas.

O gráfico abaixo deixa isso muito claro. Pela média histórica (últimos 16 anos – 1998 até 2013), os preços dos três animais retrocedem continuamente entre fevereiro e maio, revertendo o processo a partir de junho, quando aumentam continuamente até atingir o pico em dezembro.

O ano de 2014 também começou assim, com retrocesso (significativo) de preços em fevereiro. Mas em março ocorreu inesperada alta, ocasionada, essencialmente, pela escassez de boi em pé. O que não impediu que no mês seguinte o processo natural (de queda) tivesse sido retomado, fazendo com que em maio, “fundo do poço”, se registrasse o mesmíssimo índice de evolução encontrado na média histórica (variação de apenas 0,4 ponto percentual entre o índice histórico e o de 2014).

Como de hábito, a reversão ocorreu em junho, mas desta vez foi muito lenta. Seria uma das influências da Copa? O fato é que, pela média histórica, os preços de junho se situam cerca de 5% acima dos de maio. Neste ano, porém, a valorização do mês não chegou a meio por cento.

Isso, claro, afetou – retardando – todo o processo. Assim, em agosto corrente (média dos primeiros 20 dias do mês) é que se está retornando (pela primeira vez no ano) aos preços registrados em janeiro de 2014. Mas, considerada a média histórica, isso deveria ter ocorrido um mês antes, em julho passado.

Aguarda-se, agora, que as promessas de maiores compras externas se concretizem. Isso, sem dúvida, contribuirá para eliminar a defasagem ainda observada, possibilitando o retorno às médias de preço históricas. 
 
 

Fonte: Avisite