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O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou no dia 27 de junho, que o governo federal fará do biodiesel o combustível oficial da Copa do Mundo de 2014. O anúncio foi feito em audiência com representantes com representantes Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO) e da Frente Parlamentar do Biodiesel.
O presidente da entidade, Erasmo Batistella; o vice-presidente, Adilton Sachetti; e o conselheiro Alberto B. de Souza; além do deputado Jerônimo Göergen (PP-RS), presidente da Frente; mostraram ao ministro os benefícios na utilização de veículos movidos 100% com o biocombustível.
 
O projeto prevê o uso do biodiesel nas cidades-sedes do mundial de futebol, nos veículos que transportarão atletas e torcedores. Ou seja, a ideia é o governo se associar ao trabalho da APROBIO e da Frente, desenvolvido nos últimos meses, de levar aos prefeitos das capitais a ideia de adoção do combustível renovável nas frotas de transportes públicos.
 
"O Ministério do Esporte vai fazer todo o esforço para que o biodiesel seja uma presença marcante no transporte da Copa, porque além do futebol, a sustentabilidade também será uma contribuição importante do Brasil para o mundo", destacou Rebelo.
 
O anúncio oficial do biodiesel como combustível oficial da Copa será em meados de agosto, em Curitiba, no evento de lançamento do Hibribus. O veículo opera com dois motores, um elétrico e outro a biodiesel, que funcionam em paralelo ou de forma independente, representando uma redução de 90% das emissões de poluentes em relação aos motores convencionais.
 
Presidente da Frente Parlamentar ressalta que o protagonismo da capital paranaense servirá de impulso para que a ideia se espalhe para todo o país. "Curitiba já dispõe hoje de 60 ônibus biarticulados movidos a B100, transportando 100 mil pessoas diariamente. Agora a cidade se prepara para o lançamento da segunda geração de motores, com a colocação de 30 unidades na frota de transporte público", explicou o parlamentar.
 
O presidente da APROBIO ressaltou que o projeto se sustenta em três pilares: social, econômico e ambiental. Segundo ele, o biodiesel traz a agricultura familiar como fornecedora de matéria-prima, com a presença de mais de 110 mil famílias na cadeia produtiva.
 
"Temos ainda o ganho ambiental na redução das emissões de gases poluentes e a possibilidade de deixarmos de ser importadores de diesel. Ao mesmo tempo, agregamos valor à matéria-prima que hoje é praticamente toda exportada sob a forma de grão", esclarece o dirigente.
 
Battistella ressaltou ainda que Brasil tem 63 usinas de biodiesel instaladas, aptas para atender a demanda pelo fornecimento do combustível já na Copa das Confederações, em 2013. O setor emprega cerca de 1,3 milhão de pessoas em todo o país.
 
Fonte: Biomassa & Bioenergia